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Zara nega trabalho infantil nas suas fábricas da Turquia

Mundo

O grupo Inditext reage à notícia a dar conta de crianças refugiadas a trabalhar para qualquer das suas marcas e garante: "temos tolerância zero em relação ao trabalho infantil"

Em comunicado, o Grupo Inditex vem contrariar as informações divulgadas ontem sobre o conteúdo de um documentário realizado pela BBC. Em Crianças refugiadas fazem roupa em fábricas da Turquia, escreve-se que "o trabalho "Panorama –Undercover: os refugiados que fazem as nossas roupas", mostra não só meninos turcos como sírios" e que há "muitos destes refugiados a trabalhar para marcas como a Zara e a Mango". Ainda segundo a BBC, "todas as marcas garantem monitorizar cuidadosamente as suas cadeias de fornecimento de roupa na Turquia e que não tolerariam uma situação destas. No entanto, a investigação desmente-os, ao contrapor que encontrou pelo menos sete meninos numa das fábricas da Marks and Spencer. (...)"

Além disso, e apesar de a Zara o desmentir, a BBC garante que isso já tinha acontecido " numa auditoria feita em Junho" e que a fábrica tinha até ao fim do ano para regularizar a situação.

É esta informação que a marca vem contestar. "Reforçamos que a Inditex tem tolerância zero relativamente ao trabalho infantil", começa por salientar o comunicado enviado à VISÃO. "Durante a transmissão do programa Panorama, a Zara foi referenciada em relação à actividade na lavandaria Goreteks. Cabe destacar que Goreteks foi auditada pela Inditex, antes do início das gravações do programa Panorama e neste sentido, já se encontrava sujeita a medidas de melhoria, a maioria relacionada com incumprimentos no âmbito da saúde e segurança. Os mesmos incumprimentos também detectados pelo programa Panorama da BBC."

No que diz respeito à situação com os trabalhadores sírios na Turquia, a Inditex faz ainda questão de salientar que foi "pioneira na criação de um programa de medidas para apoiar os trabalhadores sírios nesse país. Este programa, criado em colaboração com a ONG Refugee Support Centre, tem provado ser muito eficaz na ajuda aos trabalhadores sírios, na legalização da sua situação laboral."