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Michael Moore ataca Trump a três semanas das eleições

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A antestreia de 'Michael Moore in Trumpland' decorreu na última noite, em Nova Iorque

KENA BETANCUR / GettyImages

Tentaram calá-lo em Ohio. E o realizador ficou ainda mais atiçado. Em vez de um stand up ao vivo para desancar no candidato republicano, estreia-se hoje um novo documentário chamado Michael Moore in Trumpland - para todo o mundo ver

Hoje é a noite. Do último debate entre os dois candidatos às presidenciais americanas, Hillary Clinton e Donald Trump. Ontem foi a noite. Da antestreia, em apenas dois cinemas dos EUA e só durante uma semana, do novo documentário de Michael Moore. Coincidência?

Claro que não. Quem conhece o estilo de Moore (Fahrenheit 9/11, Capitalismo, uma História de Amor ou E Agora, Invadimos o Quê?), sabe como ele é mestre da subversão e que nunca dá ponto sem nó.

Os 73 minutos de Michael Moore in TrumpLand, a que o documentarista também chama de "surpresa de outubro", baseiam-se num monólogo que ele preparou acerca destas "loucas eleições presidenciais" (as palavras são suas). Moore tentou apresentá-lo numa atuação ao estilo one man show, reservando para isso um teatro de Newark (um feudo de Trump, pois claro), e de onde saíria um vídeo que se espalharia pelo país na tentativa de inverter a intenção de voto de muitos republicanos. O espetáculo, marcado para 7 de outubro, nunca aconteceu, porque entretanto foi considerado "demasiado controverso" pela conservadora administração do histórico teatro Midland.

Por isso mesmo, Moore faz agora anunciar o seu provocatório filme (que daqui a uma semana já estará disponível no iTunes) como aquele monólogo que os republicanos de Ohio tentaram calar, assegurando que os espectadores entrarão em terreno hostil com mais esta hilariante produção. Veremos é se, daqui a três semanas, alguém ainda terá vontade de rir.