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Afinal, avança-se ou não se avança com o Brexit?

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Os referendos não são, pela lei inglesa, vinculativos, mas Teresa May recusa-se a deixar os deputados confirmar (ou não) a decisão dos eleitores. A guerra já chegou aos tribunais

Teresa May chama a si a responsabilidade de levar a cabo a vontade popular, que votou em referendo pela saída da Grã Bretanha da União Europeia. O Parlamento, por seu lado, reclama uma decisão (de há seis anos) do governo liderado por David Cameron (e do qual May fazia parte) na qual se definia que "por causa da soberania do Parlamento, os referendos não podem, legalmente, ser vinculativos", cabendo aos deputados confirmar (ou não) o veredito dos eleitores.

Com esta posição, os deputados ingleses garantem não querer, de forma alguma, fazer descarrilar o processo, mas apenas garantir que o Parlamento será parte ativa nas decisões que se vierem a tomar a seguir porque, como disse ao jornal Independent Dominic Grieve, antigo Procurador-Geral, "o governo não tem um cheque em branco sobre o modelo a seguir durante a saída da UE ou a nossa relação futura com a União Europeia, porque o eleitorado não se pronunciou sobre essa matéria."

Questionados sobre a mudança de posição sobre o papel do Parlamento nesta questão, um porta-voz de Teresa May disse que "o Parlamento votou, por uma maioria de seis a um, pela realização do referendo - e é um compromisso manifesto do Partido Conservador garantir o seu resultado".

Mas a primeira ministra está irredutível na sua posição de não ter de envolver o Parlamento neste processo. O caso já seguiu para a os tribunais.