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Stephen Hawking e a vida extraterrestre: "Estou mais convencido do que nunca que não estamos sozinhos"

Mundo

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© Lucas Jackson / Reuters

O conhecido físico teórico britânico insiste para se "ter cuidado" com eventuais tentativas de contacto com aliens, pois pode repetir-se o que aconteceu "quando Cristóvão Colombo descobriu a América, e que não correu muito bem para os índios americanos"

Rui Antunes

Rui Antunes

Jornalista

Um dos mais conhecidos (e polémicos) cientistas no mundo, o britânico Stephen Hawking, diz ter cada vez menos dúvidas sobre a existência de extraterrestes. "À medida que envelheço, estou mais convencido do que nunca que não estamos sozinhos", assume, num filme de 26 minutos em que realiza "uma viagem fantástica" pelos seus cinco locais preferidos no espaço. Um deles, o planeta Gliese 832c, a 16 anos-luz da Terra, poderia ter condições de vida, o que leva o físico teórico a abordar a presença de aliens no universo. E a alertar para o risco de estabelecer contacto com eles.

Não é a primeira vez que Hawking deixa o aviso. Pelo menos desde 2010 que recorre ao exemplo da descoberta da América para sugerir a possibilidade de acontecer algo do género. "Se algum dia os aliens nos visitarem, penso que o resultado seria idêntico ao da chegada de Cristóvão Colombo à América, que não correu muito bem para os índios americanos", afirmou há seis anos, repetindo agora a ideia no documentário online "Os lugares preferidos de Stephen Hawking", um exclusivo do site Curiosity Streams para assinantes, que disponibiliza uma apresentação para o público em geral (ver vídeo no final deste artigo).

Aos 74 anos, Hawking aceitou este desafio no âmbito do projeto Breakthrough Listen, uma iniciativa do magnata russo Yuri Milner que se propõe a explorar o universo em busca de outras formas de vida. "Um dia poderemos receber um sinal de um planeta como o Gliese 832c, mas devemos ter muito cuidado ao responder", atira o cientista britânico, que aos 21 anos foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa altamente incapacitante e, na maioria dos casos, fatal.

Apesar dos receios para o futuro da Humanidade, Stephen Hawking assume-se como um entusiasta e um impulsionador da procura por vida extraterrestre.