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Sniper treinado por americanos é agora ministro da guerra do Daesh

Mundo

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Reprodução YouTube

Gulmurod Khalimov, antigo oficial das forças especiais do Tajiquistão, desertou em 2015 para se juntar às fileiras do autodenomidado Estado Islâmico

Foi em Abril de 2015 que Gulmurod Khalimov, coronel e oficial das forças policiais especiais do Tajiquistão, desapareceu sem deixar rasto. Um mês mais tarde, em Maio, reapareceu num vídeo do Estado Islâmico, no qual jurou lançar ataques terroristas no Tajiquistão, nos Estados Unidos e na Rússia.

Agora, Khalimov, um sniper de 4 anos treinado por americanos, foi designado ministro da guerra do autoproclamado califado e passa a ser um dos seus altos oficiais. Khalimov vai substituir Abu Omar al-Shishani, também conhecido como o "Checheno Ruivo", presumidamente morto em combate na cidade iraquiana de Shirqat, a norte de Mossul. A sua morte já foi confirmada pelo Estado Islâmico através da agência noticiosa Amaq mas ainda carece de oficialização por parte do Pentágono que, em Março deste ano, tinha lançado um ataque aéreo sobre al-Shaddadi, na Síria, que tinha como alvo o terrorista e no qual se pensava que este tinha morrido.

O website Iraqi News citou uma fonte da segurança iraquiana que confirmou a nomeação do "Tajik" - a sua alcunha nas fileiras do grupo – para o cargo. A fonte acrescentou que este ainda não foi oficialmente anunciado por medo de que o número de ataques aéreos por parte dos Estados Unidos aumente. Cita o New York Post que, no mesmo vídeo onde jurou lealdade ao Daesh, Gulmurod Khalimov se gabou do tempo passado a ser treinado em cursos de Contra-Terrorismo por parte das forças especiais americanas, mais propriamente na academia privada Academi e também pelos treinos efetuados nas forças especiais russas, devido ao posto que ocupava dentro das forças policiaís do Tajiquistão.

Quem tiver informações sobre o paradeiro oficial de Khalimov poderá receber uma recompensa a rondar os 2,65 milhões de euros. O antigo coronel e a sua segunda mulher, antiga funcionária pública tajiquistanesa, são procurados pelas autoridades por traição, tendo já sido emitido um mandato de captura internacional por parte da Interpol para a sua detenção e extradição para o Tajiquistão.