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Carlos Barbosa apoia "incondicionalmente" Varandas e quer Bruno de Carvalho "corrido de vez" do Sporting

Futebol

O ex-vice-presidente leonino fala da possível solução Frederico Varandas como uma "ideia excecional" e diz que foram os 'croquetes' que salvaram financeiramente o Sporting.

Carlos Barbosa está disponível para fazer “parte de uma solução” para a direção dos leões e considera que Frederico Varandas, candidato assumido à liderança do Sporting, “é uma ideia excecional”. O antigo vice-presidente do clube espera ainda que a assembleia-geral para destituir a direção, marcada para 23 de junho, afaste “de vez” Bruno de Carvalho do clube de Alvalade.

“Esta ideia do Dr. Varandas é uma ideia excecional, que eu apoio incondicionalmente porque é um homem que soube, nesta crise toda, resolver vários problemas dentro do balneário do Sporting e suportar aquela união da equipa,” disse à VISÃO o atual presidente do Automóvel Club de Portugal, que fez parte durante 11 meses da administração de Godinho Lopes.

Apesar de estar disponível para fazer parte de uma solução, o presidente do ACP põe de lado a hipótese de ser ele a liderar uma alternativa: "Não é possível [acumular muitas funções], hoje em dia um presidente de um clube é a tempo inteiro," acrescentando que o clube “precisa de gente nova”. Quanto a Bruno de Carvalho, deseja que “seja corrido de vez do Sporting de Portugal e, sendo destituído, nunca mais se poderá candidatar.”

“O Bruno de Carvalho fez muito mal ao Sporting, estive sempre contra ele - portanto estou à vontade, não mudei de posição. Não existem presidentes-adeptos, existem presidentes-líderes. Esta ideia de que o presidente adepto é a populaça a tomar conta do clube, isso não existe em parte nenhuma do mundo,” acrescentou.

O médico Frederico Varandas, que a 24 de maio abdicou da direção clínica da Sporting SAD, justificou na altura o afastamento como “um primeiro passo para liderar uma solução de Direção do nosso Clube que seja convergente com o nosso desígnio histórico”, caso haja eleições para a direção.

Além do médico, também o antigo corredor olímpico Dionísio Castro se chegou à frente como potencial candidato, dizendo-se disponível para “levantar” o clube, segundo declarações à Lusa. Barbosa diz que Castro é uma “excelente pessoa (…) mas não tem capacidade para gerir um clube e um barco como o Sporting. Hoje em dia gerir um clube como o Sporting é um porta-aviões, aquilo não é propriamente uma brincadeira.”

O atual presidente do clube enfrenta no dia 23 uma assembleia-geral convocada pelo presidente demissionário da mesa, Jaime Marta Soares, com o objetivo de destituir o conselho diretivo do clube. Bruno de Carvalho sustenta, no entanto, que o processo de convocatória do encontro está "cheio de irregularidades” e ainda esta semana se manifestou convencido de que a reunião magna não acontecerá.

Carlos Barbosa foi vice-presidente para a área comercial do clube entre março de 2011 e fevereiro de 2012, alegando motivos profissionais para a saída da administração de Godinho Lopes. Na altura, fonte da direção do clube disse à Lusa que a saída se prendia com a insatisfação do presidente em relação à forma como a área da comunicação e do marketing estava a ser conduzida.

Hoje, o antigo vice leonino defende que parte do trabalho da atual direção já vinha de trás, como o plano financeiro do clube, que “Carlos Vieira [administrador financeiro] está a cumprir bem.” E critica quem fala dos 'croquetes', epíteto que pretende definir as direções que antecederam Bruno de Carvalho: “Foram os 'croquetes' quem deu dinheiro ao Sporting. Só eu, por exemplo, quando lá estive dei cerca de 35 milhões de euros ao Sporting em oito meses, quer em renegociação de contratos, quer em dinheiro que fui buscar para a SAD. (…) Foram os 'croquetes' que salvaram financeiramente o Sporting,” acrescenta.

Sobre os episódios de violência vividos em Alcochete, considera que Bruno de Carvalho não foi “o mandante, mas criou as condições para tudo isso”. E fala de "conivência" que terá permitido a entrada de estranhos na academia. “Não consigo perceber como é que eles [os agressores] entraram no balneário. Eu próprio, enquanto vice-presidente do Sporting, não tinha acesso ao balneário, tinha de pedir a alguém para me abrir a porta, tinha acesso com cartão a todo o Alcochete menos ao balneário, portanto houve uma conivência, como é evidente,” conclui.