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Vítor Gaspar reúne hoje com presidente do Eurogrupo

Economia

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Reuters

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, reúne-se esta segunda-feira, em Lisboa, com o ministro do Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, numa altura em que Governo admite pedir a flexibilização da meta do défice para 2014

A reunião bilateral acontece no âmbito de uma visita oficial do presidente do Eurogrupo a Portugal e está agendadas para as 12:30 no Ministério das Finanças, seguida de uma conferência de imprensa conjunta às 14:30 sobre os temas abordados durante o encontro.

Antes, o presidente do Eurogrupo - que também é ministro das Finanças da Holanda - vai ter audiências com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e com o Presidente da República, Cavaco Silva.

Jeroen Dijsselbloem participará ainda num debate organizado pelo Movimento Europeu Portugal, durante o qual deverão ser abordados temas como a União Bancária, a recessão na zona euro e o processo de ajustamento português, e que conta com a presença de vários quadrantes da sociedade portuguesa.

A visita do presidente do Eurogrupo a Portugal acontece poucos dias depois do Governo ter admitido a possibilidade de pedir uma flexibilização da meta do défice para 2014.

"Não está excluído para o Governo que não seja necessário que flexibilidade adicional venha a ser requerida para 2014, não é de excluir que uma flexibilização das metas possa ser importante para 2014, mas dentro do que está ao nosso alcance devemos fazer o que está ao nosso alcance para respeitar os limites que acertámos", afirmou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no debate quinzenal no parlamento, na semana passada.

A 20 de Abril, numa conferência de imprensa após uma reunião do Comité Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, Jeroen Dijsselbloem admitiu uma dilatação do tempo para Portugal cumprir as metas do défice.

"Portugal mostrou um grande empenho no programa de ajustamento e também está a enfrentar uma situação económica muito dura. Temos que ter isso em conta e, se necessário, dar mais tempo também no caso português, como foi feito noutros países", disse, na altura o presidente do Eurogrupo.

Dois dias depois, uma fonte comunitária explicou que a posição de Joren Dijsselbloem referia-se à abertura já antes anunciada para estender o prazo de correcção do défice.

Inicialmente, a meta do défice de 2012 era de 4,5% e passou a 5% e a deste ano, de 3%, passou a 4,5%.

A meta para 2014 é de 4% e só no ano seguinte é que o défice deverá ficar abaixo dos 3% relativamente ao Produto Interno Bruto (PIB).