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Propostas de alternativas à austeridade dependem de 'fantasias' e 'imaginação'

Economia

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O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, considerou hoje que as alternativas que têm sido propostas à atual política de austeridade dependem de "mecanismos fantasiosos ou da benevolência imaginada de terceiros"

"As alternativas dependem no entanto de mecanismos fantasiosos ou da benevolência imaginada de terceiros. O orçamento proposto é exigente, mas apenas assim poderemos continuar a corrigir os desequilíbrios acumulados nas últimas décadas e abrir caminho para o crescimento sustentado", afirmou Vítor Gaspar.

O ministro das Finanças abriu a sua primeira intervenção com respostas diretas às várias críticas feitas ao orçamento, de que seria irrealista e inexequível, e ainda as revisões das metas do défice e da dívida.

Vítor Gaspar garantiu ainda que não houve qualquer alteração sobre as perspetivas do Governo para atingir a meta do défice deste ano, mantendo o limite de 5% para o défice orçamental, ou 6% sem medidas extraordinárias.

"Relativamente ao défice de 2012, as notícias de jornal que citou não têm qualquer fundamento, não tem qualquer base, a situação para o défice orçamental de 2012 é que temos um limite de 5% do produto e a esse valor corresponde um défice estrutural de cerca de 6% do PIB, não há relativamente ao nosso último debate parlamentar qualquer alteração significativa", afirmou o ministro das Finanças, numa resposta ao deputado João Galamba. 

Durante a sua audição na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, o governante recordou que foi o Governo que pediu a alteração dos limites do défice e da dívida para os próximos anos e que estas alterações se produziram devido à necessidade de conciliar o funcionamento dos chamados estabilizadores automáticos.