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Presidente do Eurogrupo considera que Grécia vai precisar de terceiro resgate

Economia

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Reuters

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, apontou hoje para a forte possibilidade de a Grécia vir a necessitar de um novo pacote de assistência financeira internacional, uma vez que o atual programa termina já no próximo ano

"Um novo programa será necessário porque o atual pacote de ajuda termina no final de 2014", afirmou o responsável holandês, numa entrevista concedida ao jornal Het Financieele Dagblad, noticia a agência Bloomberg.

Jeroen Dijsselbloem acrescentou que os problemas que afetam a economia helénica não vão estar resolvidos já no próximo ano, pelo que salientou que "algo mais terá que acontecer".

O presidente do Eurogrupo, que é também o ministro das Finanças da Holanda, reforça a ideia de que um terceiro resgate à Grécia será inevitável, depois de o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, ter lançado o tema na terça-feira.

O novo resgate seria o terceiro, depois de já ter visto aprovados dois programas de ajuda financeira no valor total de 240 mil milhões de euros.

O atual programa de resgate da Grécia será alvo de uma nova revisão, no outono, por parte da `troika` (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e CE), estando a necessidade de um novo resgate dependente do sucesso e do ritmo da necessária reestruturação da economia helénica.

Wolfgang Schaeuble declarou que vai haver um novo programa de ajuda financeira para a Grécia, o que levou a um desmentido imediato por parte do Governo de Atenas.

Porém, já na quarta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que qualquer decisão sobre um novo pacote de ajuda financeira à Grécia só será tomada no próximo ano ou em 2015, suportando as declarações de terça-feira do ministro das Finanças alemão.

"Fizemos progressos, mas a crise não acabou", afirmou a governante, durante um evento de campanha eleitoral na cidade alemã de Schwaebisch Gmuend, acrescentando que a decisão sobre um terceiro resgate à Grécia será tomada em 2014 ou no ano seguinte.

A chanceler considerou ainda que as declarações de terça-feira do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, acerca da necessidade de haver um novo programa de assistência financeira à Grécia não trouxeram qualquer novidade.

"O que Schaeuble disse sobre a Grécia ontem [terça-feira], toda a gente sabia", afirmou Merkel, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.

Também na quarta-feira, o responsável do Banco Central Europeu (BCE), Joerg Asmussen, afirmou numa visita a Atenas que o Eurogrupo está decidido a ajudar a Grécia a ultrapassar a crise, e que não está em cima da mesa um terceiro pacote de ajuda financeira.

"O Eurogrupo está comprometido em ajudar a Grécia, mas não foi discutido um terceiro pacote de ajuda para o país", afirmou Asmussen aos jornalistas, depois de se ter encontrado com o ministro grego das Finanças, Yannis Stournaras, em Atenas.

Por seu turno, o Comissário Europeu para os Assuntos Financeiros e Monetários, Olli Rehn, afirmou na quarta-feira que um terceiro resgate à Grécia não é a única opção, admitindo uma extensão dos prazos de pagamento para os empréstimos concedidos.

Em declarações ao jornal finlandês "Helsinging Somat", Rehn admitiu a possibilidade de se "melhorar a sustentabilidade da dívida [grega], por exemplo, através da extensão dos prazos de devolução dos empréstimos".