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Presidente do Banco do Chipre pediu a demissão

Economia

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Andreas Artemi apresentou a demissão por nunca ter sido consultado durante o processo de restruturação que resultou de longas negociações entre o Eurogrupo e os Governo cipriota

O presidente do Banco do Chipre, Andreas Artemi, apresentou esta terça-feira a sua demissão por nunca ter sido consultado durante o processo de restruturação da instituição financeira, que resultou de longas negociações entre o Eurogrupo e os Governo cipriota.

O plano de resgate financeiro do Chipre prevê o encerramento do Banco Popular e a restruturação do Banco de Chipre, em troca de um empréstimo de 10 mil milhões de euros, provenientes sobretudo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES), mas ainda com uma contribuição do Fundo Monetário Internacional (FMI) que permanece por determinar.

De acordo com os meios de comunicação locais, que citam fontes do Banco do Chipre, Artemi apresentou pelas 11h00 (hora de Lisboa) a sua demissão perante a direção do banco.

Depósitos superiores a 100 mil euros taxados a 30%

O porta-voz do governo do Chipre, Christos Stylianides, disse que os depósitos de mais de 100 mil euros do Banco do Chipre, o maior do país, deverão pagar uma taxa de "cerca de 30%". A medida faz parte do acordo para que o Chipre receba 10 mil milhões de euros da Troika.

Bancos fechados até quinta-feira

O banco central de Chipre impôs que todos os bancos estejam fechados até à próxima quinta-feira, alterando assim o prazo inicial, que previa a abertura das instituições bancárias para esta terça-feira. Regressado de Bruxelas, o Presidente cipriota, Nicos Anastasiades, anunciou "restrições muito temporárias" no movimento de capitais e assegurou "que será uma medida gradualmente reduzida."

Os bancos de Chipre estão fechados desde 16 de Março, data em que o Eurogrupo aprovou um plano de resgaste que previa um imposto extraordinário sobre todos os depósitos bancários. As instituições financeiras temem uma corrida aos depósitos e uma fuga do capital para fora do país.