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Pires de Lima admite aumento do salário mínimo

Economia

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A VISÃO desta semana traça o perfil do Ministro da Economia e publica uma entrevista em que Pires de Lima explica também porque deixou cair a baixa do IVA da restauração

Aceitou integrar o Governo devido à angústia que lhe provocou toda a turbulência política, em julho, e perante a possibilidade de Portugal não chegar ao fim do programa de assistência financeira, em 2014. Por ora, ainda não se arrependeu. Sabe que este seu "empréstimo ao Governo" é um projeto com princípio, meio e um fim agendado para outubro de 2015. 

Não ganhou a batalha do IVA da restauração...

As coisas correram como tinham de correr. Foi feito um trabalho a nível dos ministérios da Economia e das Finanças e produzido um relatório que permitiu uma discussão objetiva sobre o assunto, sobre os impactos económicos e orçamentais. No final, foi tomada uma decisão em Conselho de Ministros. Tenho de ser solidário com a conclusão do primeiro-ministro.

Foi uma opção entre IRC e IVA?

Não. A minha prioridade, do ponto de vista do calendário fiscal, era reduzir o IRC; em segundo lugar, reduzir o IVA na restauração e acomodar o seu impacto no OE para 2014; e só depois baixar o IRS. Não era uma opção ou outra.

Antes de ir para o Governo, defendia a subida do salário mínimo nacional (SMN). Como lida com estes cortes nos salários, ditados pelo Orçamento do Estado?

Defendia, antes de mais, o controlo da despesa pública. Apesar de perceber os sacrifícios, acho que este é um esforço necessário, já feito no setor privado, onde os salários já perderam, em média, 11%, nos últimos anos. Se queremos ter contas equilibradas e reduzir os impostos amanhã, não há outro remédio senão diminuir a despesa pública que, em Portugal, é basicamente salários, pensões e prestações sociais.

Quanto ao SMN, é um tema para a Concertação Social. Quem o paga é, em primeira análise, o setor privado. Portanto, não me custa admitir o aumento do salário mínimo, desde que seja concertado entre os vários parceiros. Mas é de salientar que o grande esforço que este Governo fez foi evitar que descesse, que era a vontade dos nossos credores.

Vivemos esta humilhação de termos perdido a nossa soberania. No final, o que estamos a fazer é um compromisso entre aquilo que desejávamos e aquilo a que nos obrigam.

  • LEIA O RESTO DA ENTREVISTA E O PERFIL DE PIRES DE LIMA NA VISÃO DESTA SEMANA

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