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Pequenos negócios familiares

Economia

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São todos aqueles em que uma só família detém o controlo do capital. Constituem a espinha dorsal de qualquer economia, em todo o mundo. Em Portugal, representam 80% do tecido empresarial, geram 60% da riqueza do País e criam metade dos postos de trabalho

Plano de negócio 

  • É indispensável. A grande maioria dos pequenos negócios arranca com base na intuição e sem qualquer tipo de planeamento. Existem várias entidades que prestam auxílio, nesta matéria 

Localização 

  • Fundamental. É importante estudar bem a rua onde vai abrir, ver se há negócios similares na zona. Passar uns dias no local, a observar o fluxo de pessoas e se essas se adequam ao seu negócio

Negócio 

  • A tendência é pensar na oferta, mas é preciso perceber a procura. Não basta uma boa ideia. É preciso perguntar: ainda há lugar para mim? O que posso acrescentar, em relação ao que já existe? 

Contas 

  • Antes de avançar, fazer as contas básicas: aluguer, eletricidade, água, ordenados, entre outros. Depois, estabeleça o mínimo de clientes de que necessita para viabilizar o negócio. Trace vários cenários

Espaço 

  • Nalguns casos, partilhar o espaço com outro tipo de atividade pode ser uma boa ideia. Reduz a renda e pode atrair outro tipo de clientes 

Apoios 

  • Existem diversos. O IEFP, por exemplo, proporciona vários - logística, financeiros, contratação de pessoal, etc. - a empresas já constituídas, ou a jovens que queiram criar a sua própria empresa. Há apoios financeiros do QREN e de outros programas. 

Formação 

  • Existem várias entidades que preparam os pequenos empresários para iniciarem, gerirem, ou melhorarem o seu negócio. A Associação Empresarial de Portugal e a Associação de Empresas Familiares prestam este tipo de serviço, ou o Audax, do ISCTE, são alguns exemplos.

O caso

João Martinho

Empresa: Clube do Pão & Gourmet

Atividade: Entrega de Pão e pequenos-almoços ao domicílio

O cheiro do pão quente que ia buscar todos os dias à padaria, debaixo da casa de seus pais, sempre foi uma das melhores memórias de infância de João Martinho. De uma mera recordação, decidiu avançar para um negócio: levar o pão a casa das pessoas, logo pela manhã, serviço que, durante as décadas de 60 e 70, existia em muitos bairros de Lisboa e arredores. Lançou mão à obra e, em 2005, abriu o Clube do Pão. Escolheu fornecedores selecionados, valorizando os produtos tradicionais portugueses. O pão alentejano "vem mesmo do Alentejo e, em Lisboa, compro o pão a um padeiro com 40 anos de experiência, que ainda o produz em forno de pedra quente", tal como se fazia antigamente. A meio do percurso, João frequentou o programa de formação em Empreendedorismo, do ISCTE e "a mais-valia foi a configuração do pensamento para o negócio, de forma a tomar melhores decisões de gestão", salienta. A ideia cresceu e, em 2007, começou a servir pequenos-almoços para eventos de empresas, como reuniões, assembleias, receções, etc. Hoje, a faturação é 50% conseguida na parte residencial e os restantes 50% na parte empresarial.

GUIA E EXEMPLOS: