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Parceiros sociais criticam orçamento "desumano"

Economia

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Os parceiros sociais, que esta terça-feira se juntaram ao Governo em mais uma reunião de Concertação Social, estão céticos face às medidas de crescimento apresentadas e censuraram o Orçamento do Estado (OE), que consideram "desumano" e "injusto"

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À saída da reunião, onde estiveram presentes o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, afirmou que o pacote de medidas de crescimento "não compensa, nem de perto nem de longe, nem permite contrabalançar as medidas recessivas do OE".

O secretário-geral da UGT, João Proença, mostrou-se muito crítico, declarando: "Estamos comprometidos com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) em termos de medidas de austeridade, mas não podemos ser mais 'troikistas' do que a 'troika'".

O dirigente sindical disse ainda que "não se percebe a linha geral do Orçamento", sublinhando que "esta aponta no sentido de uma profunda injustiça social que incide sobre as pessoas e penaliza fortemente trabalhadores e pensionistas".

"Espero que o ministro das Finanças não seja Salazar e que não apresente medidas salazarentas", apelou.

Também o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, insistiu que os portugueses estão a "ser confrontados com um Orçamento desumano que, ano após ano, é pior". 

"Como é possível que num país que tem um milhão de desempregados haja uma redução salarial de 6%? Isto é desumano", reforçou, fazendo alusão à contribuição de 6% que quem recebe subsídio de desemprego vai ter que descontar, à exceção dos que recebem o valor mínimo desta prestação social.

As medidas de crescimento propostas vão ser discutidas em detalhe pelos parceiros sociais na próxima reunião, a 20 de novembro.