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O futuro da conferência Internacional Percepção Interdisciplinar da Fraude e Corrupção

Economia

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Todos os participantes ficaram certamente mais preparados para o combate diário contra a fraude e a corrupção, ora detetando-a e reprimindo-a, ora realizando os procedimentos que permitem prevenir o seu apareciment

1. O lançamento da conferência radica-se numa decisão de uma reunião de sócios do Observatório de Economia e Gestão de Fraude em Setembro de 2009.

Embora de início não estivessem completamente definidos os seus contornos, rapidamente o seu desenho evoluiu para ter três características fundamentais:

  • Ser internacional (porque a fraude também o é e a troca de informações, conhecimentos e experiências é fundamental)
  • Ser interdisciplinar (desde que começamos a trabalhar na problemática da fraude tivemos a preocupação em articular conhecimentos, juntando os saberes de quem investiga e de quem atua, de quem é de Economia, Direito, Gestão, Psicologia, Criminologia, Matemática, Segurança Informática, Ciências Forenses, entre outras)
  • Procurar juntar no mesmo espaço quem trata de assuntos diferentes, mas que são parte da mesma problemática (fraude empresarial, fraude fiscal, economia paralela, branqueamento de capitais, ética nos negócios, crime económico, etc.)

Hoje podemos dizer que os nossos objetivos foram atingidos, embora todos eles careçam ser fortalecidos:

  • Precisamos reforçar redes de cooperação internacional que permitam trabalhos de investigação e a realização de cursos assentes nessas redes de saberes.
  • Precisamos continuar a destruir barreiras disciplinares, não porque as disciplinas não sejam decisivas, porque o são, mas porque não é possível estudar a fraude como fenómeno complexo sem uma forte interdisciplinaridade. Continuam a registar-se resistências que são mais institucionais e de poder que epistemológicas.
  • A especialização continua a dificultar um conhecimento integrado do individual e do coletivo, das instituições e da sociedade, das diferentes facetas da mesma realidade que é a fraude e a corrupção.

São trabalhos para o futuro que mantêm imaculada a alegria das metas já atingidas.

2. Durante os três dias de trabalho

  • assistimos aos magníficos cursos de um dia sobre "Criminologia e Investigação Antifraude", "Auditoria Forense", "Ética Académica" ministrados por professores de mérito internacional.
  • escutamos e debatemos as intervenções de reputados especialistas internacionais sobre "Corrupção e Economia Sombra", "Crime de Colarinho Branco e Fraude", "Cibercrime e Segurança".
  • debateram-se os trabalhos científicos de mais de meia centena de investigadores de países tão distintos como Canadá e Suécia, Polónia e Tailândia, Portugal e Sérvia, França e Rússia, Brasil e Finlândia, Alemanha e Coreia do Sul, Grécia e Luxemburgo, Reino Unido e Itália.
  • Conversarmos sobre a fraude e a corrupção nas autarquias, nas empresas e no país.

Todos os participantes ficaram certamente mais preparados para o combate diário contra a fraude e a corrupção, ora detetando-a e reprimindo-a, ora realizando os procedimentos que permitem prevenir o seu aparecimento.

3. O fim da conferência termina uma primeira fase do trabalho do Observatório. Outro se seguirá.

Na sua continuação há que proceder à publicação dos trabalhos originais apresentados, explorar as pistas de investigação reveladas, constituir redes de intercâmbio de saberes, conjugar esforços dos vários estudiosos destas problemáticas que se encontram isolados.

Enfim, contribuir para uma cidadania generalizadamente mais ética e transparente.

4. Aos que estão empenhados em intervir contra a fraude e a corrupção, o Observatório de Economia e Gestão de Fraude, com sede no Porto (http://www.gestaodefraude.eu), manifesta a sua disponibilidade em colaborar com todos quantos trabalham nestes temas.