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Ministro das Finanças vai aferir posição oficial do FMI sobre efeitos da austeridade

Economia

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O ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou esta terça-feira, numa reunião com as bancadas da maioria PSD/CDS-PP, que vai aferir qual é a posição oficial do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os efeitos da austeridade

De acordo com deputados que participaram nesta reunião, na Assembleia da República, Vítor Gaspar considerou errada a interpretação que tem sido feita de que o FMI reconheceu ter subestimado os efeitos recessivos da austeridade.

Vítor Gaspar acrescentou que iria aferir qual a posição oficial da instituição dirigida por Christine Lagarde.

Segundo relatos desta reunião feitos à agência Lusa, este assunto foi introduzido pelo deputado do CDS-PP Telmo Correia, que perguntou ao ministro das Finanças se a alegada mudança de posição do FMI sobre os efeitos da austeridade poderia beneficiar Portugal.

Na segunda-feira, na conferência de imprensa em que apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2013, Vítor Gaspar já tinha sido questionado sobre este assunto, tendo defendido que houve uma confusão da imprensa entre a posição do FMI e as ideias do economista Paul Krugman.

Vítor Gaspar considerou que o texto que motivou esta confusão, assinado pelo economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, é "sem precedentes" e não reflete a posição oficial desta instituição, credora de Portugal.

"A leitura [do texto] assinado por Olivier Blanchard que foi propagada na comunicação social deriva de um comentário no blogue do prémio Nobel [da Economia de 2008] Paul Krugman", alegou Gaspar. "A leitura que tem vindo a ser comentada em público é a posição do prémio Nobel da economia Paul Krugman, não a do FMI", reforçou.

Essa leitura foi a adotada, entre outros, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, numa mensagem no Facebook, publicada dois dias antes da apresentação da apresentação do Orçamento do Estado para 2013.