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Microcrédito

Economia

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Trata-se de um crédito bancário destinado, especificamente, às pessoas que não conseguem ter acesso ao crédito convencional para desenvolverem um negócio e criarem o seu próprio emprego  

Condições de candidatura

 

  • Não ter acesso ao crédito bancário convencional
  • Não ter dívidas aos bancos
  • Estar desempregado ou em vias de ficar sem emprego
  • Ter uma ideia de negócio, com perspetivas de futuro
  • Pretender criar o seu próprio emprego 

Quanto pode pedir 

  • O máximo é 10 mil euros
  • No caso de conseguir a totalidade do empréstimo, este será dividido em duas tranches. A primeira, num máximo de 7 mil euros, será entregue para o arranque do negócio. O restante montante só será entregue no segundo ano de atividade
  • O dinheiro não pode ser aplicado senão em despesas de investimento no negócio a criar 

Negócios a que se destina 

  • Está aberto a todos os tipos de negócio
  • Os mais comuns são o comércio a retalho e o alojamento e restauração
  • Metade dos projetos aprovados desde 1999 pertencem a estas duas categorias.

Garantias a prestar

  • O banco não exige garantias reais, mas obriga o beneficiário a conseguir um fiador que lhe assegure, pelo menos, 20% do total do montante emprestado 

Pagamento da dívida

  • O reembolso é feito em 48 meses, com prestações mensais indexadas à Euribor a 3 meses, acrescida de um spread que pode ser de 2% ou 3%, consoante o banco

Processo burocrático 

  • Deve apresentar a candidatura à Associação Nacional de Direito ao Crédito. Esta entidade proporciona-lhe apoio na preparação de todos os dossiês e no desenvolvimento do negócio.

Números

Valor acumulado desde 1999, ano em que arrancou o microcrédito em Portugal

 

  • ¤10 milhões -Montante de empréstimos concedidos
  • ¤5 714 - Valor médio dos empréstimos
  • 2 200 - Postos de trabalho criados
  • 1 972 - Projetos aprovados

CASO

Sofia Burnay

Empresa: A'vó Leva & A'vó Cuida

Atividade: Transporte personalizado de crianças 

Assim que acabou o curso e a pós-graduação em Reabilitação e Inserção Social, Sofia cedo percebeu que o mercado de trabalho ficava muito aquém das suas expectativas. As ofertas de emprego eram escassas e o salário, pelo menos no início de carreira, não ultrapassava muito os 400 euros. Pensou em estabelecer o seu próprio negócio. Em 2007, o transporte personalizado de crianças ainda dava os seus primeiros passos. Existiam apenas três empresas e um vasto mercado para explorar. Depressa encontrou a primeira carrinha para iniciar o negócio, mas os bancos não lhe emprestaram dinheiro para ir mais além. "O acesso ao microcrédito foi uma das áreas que estudei no curso, embora nunca pensasse que o iria utilizar", lembra. Marcou uma reunião com a Associação do Microcrédito, apresentou "um esboço" de um plano de negócios. "A parte burocrática foi toda tratada por eles e um mês depois tinha um empréstimo de 3 500 euros aprovado", recorda. Fundou a A'vó Leva & A'vó Cuida e, em poucos anos, conseguiu fazer crescer a empresa. Hoje, tem sete carrinhas a funcionar. Pelo meio, voltou a recorrer ao microcrédito para reforçar o empréstimo em mais 3 mil euros.

GUIA E EXEMPLOS: