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Líderes europeus buscam a partir de hoje acordo difícil sobre orçamento 2014-2020

Economia

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Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia iniciam esta quinta-feira em Bruxelas uma cimeira extraordinária sobre o orçamento comunitário para 2014-2020, mas um acordo adivinha-se difícil, tais as diferenças que separam os Estados-membros

Apesar de a grande maioria dos líderes reconhecerem a importância de ser alcançado um compromisso e evitar um novo fracasso que transmita para o exterior a mensagem de que a União Europeia é incapaz de tomar decisões, o Conselho Europeu, com desfecho incerto, até a nível de datas - a reunião poderá "entrar" pelo fim-de-semana - arrancará sob o signo de fortes divergências.

Ao presidente do Conselho, Herman van Rompuy, que assumiu a liderança do processo negocial, cabe a difícil tarefa de tentar conciliar as posições dos países economicamente mais poderosos (e contribuintes líquidos para o "envelope financeiro" da UE), que reclamam cortes profundos, e dos países com economias mais frágeis, os chamados "amigos da coesão", como Portugal, que consideram "inaceitável" a proposta atualmente em cima da mesa.

À partida para a reunião - que Herman van Rompuy, já advertiu que poderá prosseguir no sábado - as posições extremam-se e multiplicam-se as ameaças de veto, incluindo de Portugal. 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu quarta-feira que "bloquearia" o próximo quadro financeiro europeu se vingasse a proposta atualmente em discussão, do Conselho Europeu, mas acrescentou que não seria realista rejeitar qualquer redução nos orçamentos comunitários.

"A proposta formulada pela presidência do Conselho é, a todos os títulos, inaceitável para Portugal. Quero com isto dizer que bloquearia uma decisão do Conselho que tivesse essa proposta como resultado final", afirmou o primeiro-ministro, no Parlamento.

Passos Coelho respondia na Assembleia da República a uma pergunta do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que o desafiou a esclarecer se está disposto a vetar o Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020, que será debatido no Conselho Europeu desta semana, "se o interesse nacional for profundamente afetado".