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Líderes da zona euro abrem a porta a recapitalização direta da banca

Economia

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Mais de 13 horas de negociações resultaram no acordo para mobilizar 120 mil milhões de euros em medidas que fomentem o crescimento. Os líderes da zona euro concordaram também sobre a possibilidade de recapitalização direta dos bancos, mas quando houver uma supervisão bancária integrada pelo Banco Central Europeu

Numa conferência de imprensa no final de uma cimeira da zona euro, Herman van Rompuy indicou que os chefes de Estado e de Governo do espaço monetário único também abriram a porta à possibilidade de "os países que se portam bem" poderem recorrer aos mecanismos de estabilidade - o atual fundo europeu e o novo mecanismo europeu permanente - para aliviar a pressão dos mercados.

Van Rompuy disse que o objetivo dos líderes da zona euro é que estas medidas, classificadas como de "curto prazo", sejam tratadas com cariz de urgência e decididas nos próximos meses.

Os líderes europeus chegaram também a acordo sobre um pacto para o crescimento no montante de 120 mil milhões de euros. Van Rompuy, que sobre este ponto falava numa conferência de imprensa intercalar, pois a cimeira prosseguiria ao longo da noite, precisou que 60 mil milhões serão mobilizados através da alavancagem possível com o aumento do capital do Banco Europeu de Investimento, 55 mil milhões através da realocação de fundos não utilizados e os restantes 5 mil milhões através do projeto-piloto de "project bonds" (obrigações de projetos).

O dinheiro do BEI será sobretudo destinado aos países mais vulneráveis e a realocação de fundos visará designadamente as pequenas e médias empresas, acrescentou.

Taxas de juro em recuo 

As taxas de juro cobradas pela dívida da Espanha e da Itália caíram esta manhã em força, na sequência das medidas aprovadas durante a madrugada em Bruxelas, na cimeira dos países da Zona Euro.

Os líderes europeus estiveram reunidos durante a madrugada por exigência da Espanha e da Itália, tendo chegado a acordo sobre medidas de curto prazo que Madrid e Roma reclamavam para desbloquear outro dos pontos principais da agenda, um plano de medidas para o crescimento de 120 mil milhões de euros.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, congratulou-se com os compromissos alcançados esta madrugada, em Bruxelas, pelos líderes da zona euro sobre medidas de curto prazo para tranquilizar os mercados, que forçou juntamente com o chefe de Governo espanhol.

Para Monti, tratou-se de uma "um acordo muito importante para o futuro da União Europeia e da zona euro", pelo que "valeu a pena" uma reunião tão "dura".

A Itália, apontou, fica particularmente agradada com a possibilidade que é agora aberta de países cumpridores mas que enfrentem problemas nos mercados que exijam intervenções de estabilização possam fazê-lo, assinando apenas um memorando, sem terem de se submeter a um programa específico supervisionado pela 'troika'.