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John Berrigan é novo chefe da missão da 'troika' para Portugal

Economia

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John Berrigan, diretor para Estabilidade Financeira e Assuntos Monetários da Direção-Geral de Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, é o novo chefe da missão da 'troika' para Portugal

Berrigan integra a Comissão Europeia desde meados da década de 1980, altura em que tinha a seu cargo a monitorização de países, questões de política cambial e a preparação técnica para o euro e a integração dos mercados financeiros.

Mais recentemente, o responsável esteve envolvido nas ações políticas para preservar a estabilidade financeira na área do euro.

O irlandês substitui Juergen Kroeger, que se reformou da Comissão Europeia.

Já na segunda-feira, fonte oficial do Fundo Monetário Internacional  disse à agência Lusa que o indiano Subir Lall será a partir de meados de  setembro o próximo chefe da missão do organismo, que integra a troika,  para Portugal, em substituição de Abebe Selassie. 

Numa nota enviada à Lusa, o FMI assinala que Abebe Selassie vai transitar  para o Departamento Africano da instituição, sendo substituído na missão  para Portugal por Subir Lall, diretor adjunto no Departamento de Assuntos  Europeus e até aqui chefe da missão para a Alemanha e Holanda. 

Subir Lall iniciará funções "a meio de setembro", adianta o FMI, que  destaca a "vasta experiência" do novo chefe de missão para Portugal "em  economias avançadas e emergentes", casos de Coreia, Malásia, Roménia e Rússia,  entre outras.  

Doutorado em economia pela Universidade de Brown (EUA), foi também responsável  pelo World Economic Outlook, publicação de referência do Fundo. 

O Governo pediu a 11 de julho à troika um adiamento da 8ª avaliação  do programa, que deve ocorrer, juntamente com a 9. avaliação, no final  de agosto/início de setembro, para concluir o programa de ajustamento dentro  do prazo previsto. 

A revisão, que deveria ter começado a 15 de julho, já ia arrancar mais  tarde devido aos atrasos na conclusão da 7ª avaliação, decorrentes da demora  no plano de corte na despesa do Estado e do 'chumbo' do Tribunal Constitucional  a quatro normas do Orçamento do Estado para 2013. 

O chumbo do Tribunal Constitucional levou a que as instituições exigissem  compensações ao desvio orçamental e como tal as autoridades portuguesas  só conseguiram o acordo com a troika a 13 de maio. 

Os empréstimos do FMI fazem parte do acordo realizado entre Portugal,  o Fundo, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, a 20 de maio de  2011. 

No total, Portugal vai receber 78 mil milhões de euros da troika, ao longo de três anos.