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FMI garante flexibilidade nas metas do programa

Economia

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O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Selassie, defendeu hoje que as metas do programa de ajuda externa a Portugal têm de ser olhadas com flexibilidade

O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Selassie, defendeu hoje que as metas do programa de ajuda externa a Portugal têm de ser olhadas com flexibilidade, atendendo ao comportamento da economia.

"Mantemos a mente aberta, não fixamos estas metas em pedra, elas têm de ser consistentes com os desenvolvimentos económicos", disse hoje Selassie, numa teleconferência com jornalistas.

Em geral, afirmou, as metas estão ao alcance, incluindo a do défice para este ano, de 4,5 por cento, apesar das receitas inferiores ao previsto no Orçamento do Estado, que Selassie atribuiu a menores receitas fiscais sobre a procura interna.

Regresso aos mercados em 2013 é "credível"

O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Selassie, afirmou hoje que o regresso de Portugal aos mercados financeiros em 2013 é "credível", mas que vai depender do ambiente externo enfrentado pela economia portuguesa.

"Temos que ver como as coisas evoluem nos próximos meses. Na base do que vimos até agora, a proposta de regressar [aos mercados em 2013] é credível", disse hoje Selassie, numa teleconferência com jornalistas.

O abrandamento da atividade económica na zona euro "não tem ajudado Portugal, de todo", e tem sido mais penalizador do desempenho ao abrigo do programa de ajuda externa do que se esperava há "um ano, um ano e meio", afirmou.