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FMI defende redução entre 3% e 7% nos salários base dos funcionários públicos

Economia

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende a aplicação de um corte transversal no salário base dos trabalhadores da Função Pública entre os 3% e 7% de forma permanente a partir de 2014

A meta de redução da despesa que o Governo terá de cumprir só pode ser atingida através de cortes na fatura do Estado com o pagamento de salários e pensões, considera o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No relatório encomendado pelo Governo ao FMI sobre a despesa do Estado, a organização considera que "a meta de redução de despesa do Governo só pode ser atingida através do foco nas maiores rubricas orçamentais, em particular na despesa com salários e pensões".

O fundo destaca que estes dois itens correspondem a 58% da despesa primária do Estado (sem o serviço da dívida pública), o equivalente a 24% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal, e que nesse sentido "pareceria impossível gerar as reduções de despesa necessárias para atingir as metas sem mudanças nestas duas áreas".

Nesse sentido, o FMI defende que devem ser tomadas medidas permanentes para evitar a natureza temporária das medidas passadas, tais como o corte médio de 5% aplicado aos salários dos funcionários públicos acima de 1.500 euros e a suspensão de subsídios.

"A começar em 2014, um corte permanente no salário base pode ser introduzido de forma transversal, que teriam em vista (no mínimo) conseguir as mesmas poupanças geradas pelos cortes salariais do Orçamento de 2013", diz o fundo no relatório.