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FMI coloca Portugal no 'top 10' dos países com maiores riscos de consolidação orçamental

Economia

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Portugal faz parte do grupo, uma vez que a dívida pública supera os 90% do produto e continua a subir. O Fundo prevê também que Portugal continue com défices orçamentais superiores a 1% do PIB

De acordo com o 'Fiscal Monitor', divulgado esta terça-feira pelo Fundo, além de Portugal, também França, Bélgica, Itália, Reino Unido, Grécia, Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Japão estão no mesmo grupo depaíses que o Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que enfrenta maiores riscos de consolidação orçamental.

Os autores do relatório referem que Portugal - tal como a Irlanda, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos - tem ainda "um caminho a percorrer" em termos do ajustamento residual (perto de 5,5% do Produto Interno Bruto, PIB, em média).



As projeções do FMI apontam ainda para que Portugal continue com défices orçamentais superiores a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) devido aos juros da dívida pública que terá de pagar neste período.

No relatório, instituição inclui as novas metas do défice orçamental acordadas com a 'troika' para 2013 (-5,5%), 2014 (-4%) e 2015 (-2,5%) que Vítor Gaspar deu a conhecer no final da sétima avaliação do programa de assistência financeira em março.

No entanto, para os restantes três anos da projeção, o FMI continua a prever um défice orçamental superior a 1%, apesar de com uma redução gradual de algumas décimas a cada ano.

Recessão de 2,3% este ano e crescimento de 0,6% em 2014

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve também as previsões para a economia portuguesa acordadas com a 'troika', de uma recessão de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e de um crescimento de 0,6% em 2014.

As previsões incluídas no 'World Economic Outlook' hoje divulgado são feitas com informação com algumas semanas, não incluindo assim mudanças derivadas da declaração de inconstitucionalidade de quatro normas do Orçamento do Estado para 2013 pelo Tribunal Constitucional.

O Governo ainda negoceia esta semana as medidas que serão utilizadas para compensar o chumbo, que provoca um buraco nas contas na ordem dos 1.326 milhões de euros de acordo com as contas do Ministério das Finanças.