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Economia

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O Observatório de Economia e Gestão de Fraude realiza, entre 13 e 15 de setembro, a Conferência internacional sobre a temática da Percepção Interdisciplinar da Fraude e da Corrupção

1. A fraude, a corrupção, a lavagem de dinheiro, a economia paralela, a falta de ética, o crime económico, a criminalidade organizada são jargões com que a opinião pública se foi, infelizmente, habituando.

Infelizmente, porque têm sido muitas dessas realidades que contribuíram profundamente para a crise económico-financeira que vivemos desde 2008, um pouco por todo o mundo e muito intensamente na Europa e EUA. Infelizmente porque a origem de uma grande parte das crises das dívidas soberanas se radica em tais eventos nos sectores financeiro e fiscal. Os sacrifícios de muitos é uma contrapartida da imunidade de alguns e da complacência com que o poder político olha para tais eventos.

Habituado, num duplo sentido contraditório. Por um lado porque são muito frequentes as notícias, amiudadamente pouco estruturadas e de ocasião, e a sua constatação não deixa de provocar algum mau estar, sensação de descriminação e revolta. Por outro porque se conjuga com alguma complacência e, às vezes, desperta mais um sentimento de inveja do que de condenação.

2. O Observatório de Economia e Gestão de Fraude, instituição privada sem fins lucrativos, desde a sua constituição, há menos de um lustro, definiu como seu objetivo aumentar a consciência cívica nacional sobre a problemática da fraude, contribuir para a conjugação de esforços entre instituições com os mesmos fins. Definiu aumentar os conhecimentos sobre o combate e prevenção da fraude e formar especialistas para a prossecução desses objetivos.

É dentro deste âmbito que se insere a conferência que se realizará nos dias 13 a 15 de Setembro. Aproveitar com a experiência internacional. Juntar os contributos de especialistas das diversas áreas científicas. A sua realização é na Faculdade de Economia do Porto, mas tal não marca a iniciativa, pois esta poderia realizar-se em qualquer outro local.

Se pretende formação pode tê-la no dia 13, bastando inscrever-se enquanto existem lugares, num dos três cursos breves. Se pretende aprender com os especialistas presentes tem as sessões plenárias (bilingues) e os debates das dezenas de comunicações apresentadas, nos dias 14 e 15. Se pretende centrar-se sobre as realidades portuguesas tem três mesas redondas nesses mesmos dias. Basta inscrever-se.

Pode fazê-lo eletronicamente (http://www.obegef.pt/i2fc) ou no local e data da conferência.