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E a seguir à Irlanda, será a nossa vez?

Economia

Mal foi anunciado o acordo com a UE e o FMI, começaram os protestos à porta da residência oficial do primeiro ministro irlandês

AP

Alguns economistas acreditam que, após o acordo da Irlanda com a União Europeia e o FMI, os mercados poderão concentrar ainda mais as suas atenções em Portugal

Os problemas de Portugal podem vir a concentrar a atenção dos mercados depois de a Irlanda ter formalizado o seu pedido de ajuda à União Europeia e ao FMI, consideram os economistas contactados pela agência de informação financeira Bloomberg.

Na Irlanda, após o ministro das Finanças ter anunciado o pedido de ajuda, os juros da dívida soberana estão hoje a aliviar para 7,943 por cento, abaixo dos 8,118 por cento de sexta feira, enquanto o 'spread' face à dívida alemã, ou seja, o prémio pedido pelos investidores para comprarem obrigações irlandesas em vez de alemãs, segue nos 541,0 pontos base.

Já os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos de Portugal estavam a negociar, pelas 10:34, nos 6,726 por cento no mercado secundário, acima dos 6,747 por cento registados no final da semana passada e o 'spread' face à dívida alemã está em 410,2 pontos base nos títulos a 10 anos.