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BPN custa aos contribuintes 3,4 mil milhões até dezembro deste ano

Economia

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A proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o BPN estima que o encargo líquido para os contribuintes será de 3,4 mil milhões de euros até dezembro deste ano

A proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Banco Português de Negócios (BPN) estima que o encargo líquido para os contribuintes será de 3,4 mil milhões de euros até dezembro deste ano.

Este valor, que poderá aumentar ainda mais nos próximos anos - e que num plano meramente teórico até poderá atingir um limite de 6,5 mil milhões de euros -, consta no relatório de conclusões elaborado pelo deputado social-democrata Duarte Pacheco, à qual à agência Lusa teve acesso.

O relatório do deputado do PSD será nos próximos dias apreciado e votado pelos restantes deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a nacionalização e reprivatização do BPN.

Estado responsável pela perda de valor

A proposta de conclusões da comissão de inquérito sobre o Banco Português de Negócios (BPN) diz que o Estado, durante a fase de nacionalização, foi responsável por "desnorte estratégico" e pela perda de valor do banco.

Esta crítica é referente ao período em que o banco esteve nacionalizado (entre janeiro de 2008 e início de 2012) e que atinge o último Governo PS. A proposta de relatório de conclusões da comissão de inquérito sobre a nacionalização e reprivatização do BPN, que é da autoria do deputado social-democrata Duarte Pacheco, critica-se também o Banco de Portugal, por ter permitido que o BPN se mantivesse em atividade com capitais próprios negativos ao longo de mais de três anos, mas é o Governo socialista de José Sócrates o mais visado.

Preço possível

A proposta defende ainda que o preço de venda ao BIC, 40 milhões de euros, foi o possível e que a intervenção do primeiro-ministro evitou a liquidação do banco.

O deputado do PSD conclui que foi "graças a uma intervenção direta do primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho], ocorrida pela importância que o negócio tinha para o Estado português, interpretando assim o interesse nacional, que as negociações [com o banco angolano BIC] foram retomadas".