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Belmiro de Azevedo: "sem mão-de-obra barata não há emprego"

Economia

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Lucília Monteiro

O empresário defende que sem mão-de-obra barata "não há emprego para ninguém" e afirmou não perceber quando dizem que não se deve ter uma economia baseada em trabalho de custo reduzido

O presidente do conselho de administração da Sonae, que falava no sétimo aniversário do Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia, na segunda-feira, referiu que "a economia só pode pagar salários que tenham uma certa ligação com a produtividade" e deu, como exemplo, o setor agrícola.

"Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém", declarou Belmiro de Azevedo, assinalando aquilo que considera ser uma "vantagem comparativa" para Portugal face aos países concorrentes.

Para o empresário, "há muitas actividades, nomeadamente no sector primário, em que a mão-de-obra, que Portugal tem muita e em excesso, é indispensável para que possam continuar".