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Barclays fecha 100 agências em Portugal e reduz mais de 300 de postos de trabalho

Economia

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Os trabalhadores da banca vão voltar a ser afetados pelo desemprego em 2013, com a saída já esperada de pelo menos 700 funcionários, de acordo com os planos de emagrecimento das instituições já conhecidos

O Barclays vai anunciar uma reestruturação da operação em Portugal na área do retalho que passa pelo encerramento de cerca de 100 agências e a redução de, pelo menos, 300 trabalhadores, confirmou a Lusa junto de fonte do banco.

Estes cortes para Portugal deverão ser conhecidos esta terça-feira, no âmbito de um plano de reestruturação mais alargado que prevê ainda, segundo o jornal britânico Financial Times, a supressão de dois mil postos de trabalho só na banca de investimento.

O Barclays reafirmou hoje "o seu compromisso com o mercado português" e o "reforço do posicionamento nos segmentos 'premier' e 'classe business' no mercado europeu, no dia em foram anunciados 3.700 despedimentos a nível mundial.

 

Em comunicado hoje emitido, o Barclays referiu que está a contactar os sindicatos do setor para os informar sobre "o novo posicionamento do Barclays no mercado nacional", adiantando que está também a "estudar formas de causar o menor impacto possível na sua estrutura laboral".

 

De acordo com a nota, a instituição britânica pretende "tornar-se um banco de referência nos segmentos denominados 'premier' e 'classe business' [vocacionado para as pequenas e médias empresas] a nível nacional, ibérico e europeu, reafirmando o seu compromisso com o mercado português".

Os trabalhadores da banca vão voltar a ser afetados pelo desemprego em 2013, com a saída já esperada de pelo menos 700 funcionários, de acordo com os planos de emagrecimento das instituições já conhecidos.

Em 2012, mais de 1.500 funcionários saíram dos cinco principais bancos (BCP, BES, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Santander Totta), a que se somaram mais de 500 do Banif, 200 do Barclays e 99 do BIC (que dispensou estes trabalhadores que pertenciam ao ex-BPN).

Para 2013, o corte de custos com pessoal vai continuar num momento em que os bancos têm de se reestruturar, não só para fazer face ao clima de recessão, mas também para cumprir eventuais imposições da 'troika' como contrapartida às injeções de capital público.