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As pessoas "não devem aceitar morrer antes de emagrecer", diz Manuela Ferreira Leite

Economia

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Luís Barra

A social-democrata Manuela Ferreira Leite disse hoje que as pessoas não devem "aceitar morrer antes de emagrecer", sublinhando que a redução do défice através da receita "acabou" e só poderá ser feita pelo corte na despesa

"Concordo que é preciso emagrecer, mas espero que as pessoas não aceitem morrer antes de emagrecer. Morrer gordo é do pior que há, especialmente depois de se fazer uma grande dieta", disse Manuela Ferreira Leite, um dia depois de ter sido entregue na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2013.

A antiga ministra das Finanças falava numa conferência sobre "O Estado e a Competitividade da Economia portuguesa", organizada pela Antena 1/Jornal de Negócios, que decorre hoje em Lisboa.

A economista sublinhou que o aumento da receita "tem limites", considerando  que esses já foram até ultrapassados.  

"Acabou a redução do défice por via da receita", afirmou. 

Manuela Ferreira Leite frisou ainda que é "absolutamente inviável" do  ponto de vista orçamental "conseguir-se uma consolidação como a que é pretendida  pelo Governo "num prazo de tempo tão reduzido". 

O Governo português entregou na segunda-feira na Assembleia da República  a proposta de Orçamento do Estado para 2013 na qual se compromete a um défice  inferior a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Para atingir esse objetivo, o OE2013 prevê medidas de consolidação orçamental  que ultrapassam os 5.300 milhões de euros: 1.027 milhões através de cortes  na despesa, 4.312 milhões através de aumentos na receita. No caso da despesa,  os 'novos' cortes ascendem a 2.699 milhões, mas são contrabalançados por  1.674 milhões ligados à reposição dos subsídios a funcionários públicos  e pensionistas.