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Alteração às pensões de sobrevivência "não está fechada", diz Passos Coelho

Economia

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou quinta-feira que a alteração das regras de atribuição das pensões de sobrevivência é uma medida que "não está fechada" e acusou a oposição de demagogia a esse propósito

Segundo relatos feitos à agência Lusa da reunião entre Pedro Passos Coelho e o grupo parlamentar social-democrata que começou às 19:00 na Assembleia da República, o primeiro-ministro e presidente do PSD afirmou ainda que os orçamentos "não se fazem na praça pública".

O chefe do executivo PSD/CDS-PP considerou que a oposição fez "um exercício demagógico" a propósito das notícias de cortes nas pensões de sobrevivência a incluir no Orçamento do Estado para 2014, referindo estar em causa uma poupança de "100 milhões em 2700 milhões" gastos com estas pensões.

"A medida não está fechada", afirmou. 

De acordo com fontes presentes nesta reunião, nas suas intervenções Passos Coelho reiterou a ideia de que, apesar dos "resultados positivos", há tarefas "muito complicadas" pela frente e é preciso prosseguir o "ajustamento" financeiro.

No final desta reunião, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, questionado sobre os cortes nas pensões de sobrevivência, respondeu: "Nós vamos aguardar e creio que nos próximos dias poderemos perceber que muito do que se disse e escreveu sobre essa matéria não vai corresponder à realidade."