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A Internet e a fraude

Economia

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Começa hoje, no Porto, a Conferência Percepção Interdisciplinar da Fraude e Corrupção

1. Grande parte das informações relevantes passam pelas redes informáticas, pela Internet.

Também as relações entre pessoas, individuais ou coletivas, as quais constituem o tecido social, é hoje uma interconexão informática.

Muitas dessas interconexões são perfeitamente percebidas por nós. É o que acontece quando interagimos por meio do correio electrónico, quando mandamos uma mensagem a um amigo no Facebook ou quando fazemos uma operação bancária numa caixa Multibanco.

Muitas outras não são nossas conhecidas. É o que acontece quando estamos inseridos numa base de dados, juntamente com muitas outras pessoas, porque pertencemos a uma instituição ou somos clientes de uma empresa; quando somos filmados, juntamente com outros, ao passarmos por um determinado local.

Muitas outras não são nossas conhecidas porque foram deliberadamente escondidas. Escondidas porque são a face escondida da ditadura numa sociedade que se afirma livre e democrática: extracção dos hábitos, usos e costumes pessoais a partir da actividade desenvolvida no computador e no telefone; abertura, através da utilização de filtros do correio electrónico que circula à escala mundial; vírus que pretendem recolher informação sobre as teclas utilizadas, etc.

Escondidas porque são intenções defraudadoras. Escondidas porque visam recolher informações sobre o acesso à conta bancária para as poder utilizar, porque o roubo da identidade permite a sua utilização em diversas operações, porque se pretende fazer a clonagem de cartões de crédito, porque se visa a manipulação de classificações escolares, porque se pretende paralisar um sistema informático e pedir um resgate para o pôr a funcionar, etc.

Até as burlas, o velho conto do vigário, utilizam frequentemente os meios informáticos.

2. Porque quase tudo passa pelos sistemas informáticos, muitas antigas fraudes (ex. manipulação da contabilidade, operações financeiras de lavagem de dinheiro, faturas falsas, empresas fantasma, clonagem de cartões de crédito) utilizam hoje esse meio.

Mas as redes informáticas e a grande diversidade de instrumentos de acesso a ela (ex. computadores, iphones, sistemas de segurança, habitação inteligente, informações sobre o motor do carros, etc.) fazem com que tivessem surgido muitas outras fraudes.

Algumas tornaram-se tristemente célebres. É exatamente o caso do phishing: tentativa de ludibriar os utilizadores dos serviços de internet para que forneçam as suas informações confidenciais.

Estima-se que todos os dias são enviados para os possuidores de correio eletrónico 500 milhões de mensagens visando enganá-los.

3. Assim como para conduzir um carro é preciso ter uma formação prévia certificada por uma carta de condução, também a utilização dos computadores deveria exigir uma tal formação.

Utilizar as redes informáticas, como todos nós fazemos quotidianamente, é seguro, mas exige um conhecimento mínimo para que não se seja ludibriado. A segurança do seu computador ou telemóvel devem ser preocupações suas. As fraudes espreitam-no.

* fonte da foto: <#comment comment="[if gte mso 9]> http://www.allspammedup.com