Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Adeus, formalismos: BCP acaba de vez com a gravata

Economia

O CEO do BCP quer modernizar a imagem do maior banco português

Marcos Borga

O que em muitas empresas já é frequente, na banca é disruptivo. O maior banco privado português decidiu acabar com a obrigatoriedade do uso da gravata no local de trabalho

É uma pequena revolução na banca, o setor mais conservador em termos de indumentária e apresentação dos funcionários, onde o uso do fato e gravata para os homens sempre foi obrigatório: no BCP, um dos maiores bancos privados portugueses, a gravata passou a ser opcional. Num comunicado aos funcionários enviado na semana passada, o CEO do banco, Miguel Maya, explicou que o seu uso passou a ser facultativo. Recomenda-se apenas quando seja necessária em circunstâncias especiais de representação.

Sendo uma prática corrente nalgumas empresas, numa instituição financeira, um setor tradicional e carregado de velhas convenções, esta é uma decisão carregada de significado. “São pequenos gestos simbólicos, mas que mostram a mudança que queremos fazer dentro da instituição”, disse à VISÃO Miguel Maya. O CEO assumiu funções no ano passado em substituição de Nuno Amado, e modernizar a instituição bancária é um dos seus principais desígnios.

O comunicado veio assim instituir uma prática que tinha sido implementada apenas no verão – entre 1 de junho e 30 de setembro, quando pela primeira vez na história se “flexibilizou” o seu uso dentro das sucursais. Foi o primeiro banco a fazê-lo. Uma medida na altura seguida por outros bancos também durante este período, como o Eurobic e o Montepio, mas neste caso a flexibilização aplicava-se apenas à sexta-feira.

Será este o princípio do fim da gravata no setor financeiro?