Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Vendas de bens de luxo continuam a subir

Economia

Novas gerações contribuem para este desempenho positivo. Desaceleração dos emergentes não penaliza

As 100 principais empresas muniais de bens de luxo faturaram, em 2017, 247 mil milhões de dólares, mais 10,8% que no ano anterior, revelam dados recentes divulgados pela consultora Deloitte. Num comunicado enviado às redações, a consultora revela ainda que 66% dessas companhias conseguiram aumentar vendas durante esse período. A informação foi compilada no estudo Deloitte Global Powers of Luxury Goods.

A chegada das novas tecnologias e gerações ao mercado de trabalho fez com que as marcas de luxo tivessem que alterar ligeiramente a sua relação com um tipo de consumidor específico conhecido por HENRY (High Earners Not Rich Yet), ou pessoas com salários elevados mas que ainda não são ricas, em tradução livre. Estes consumidores, com quem históricas marcas como a Gucci ou a Louis Vuitton estão a tentar desde já estabelecer uma relação, ganham qualquer coisa como entre 100 a 250 mil dólares ao ano e são, nota a Deloitte, bons gastadores de dinheiro. Como deverão fazer parte, a médio prazo, da fatia da sociedade com mais dinheiro, as casas pretendem conquistá-los desde já.

Este novo mercado dá atenção aos valores das marcas, à sua história, à sua autenticidade e é geralmente composto por consumidores muito leais, pelo que quem os conseguir conquistar poderá ter neles um bom retorno ao longo dos anos. Hoje já são apreciadores e compradores de bens de luxo, mas acredita-se que possam ter a vir um peso ainda maior.

O estudo da Deloitte salienta que entre as maiores empresas de bens de luxo, o TOP 10 foi responsável por quase metade do total das vendas (48,2%). As três do pódio mantêm-se inalteradas desde o ano passado: o grupo Louis Vuitton, a Estée Lauder e a Richemont.

Sem grandes surpresas, o mercado francês foi o que teve o melhor desempenho, com a faturação global a registar um aumento de 18,7% em 2017 e face ao ano anterior. Entre os vários segmentos, o destaque foi para os cosméticos e fragrâncias, que conseguiu aumentar as vendas em 16,1% no espaço de um ano.

“Numa altura em que as tendências estão em permanente mudança, as empresas de luxo começam a reexaminar o valor da sua história e herança de marca, e a adotar uma abordagem omnipessoal exclusivamente focada no consumidor da nova era”, disse Patrizia Arienti, EMEA Region Fashion & Luxury Leader da Deloitte, no mesmo comunicado “Para atingirem este objetivo, estão a investir significativamente nas tecnologias digitais”, esclarece. Recorde-se que a Gucci, por exemplo, fez recentemente uma parceria com vários Instagramers numa campanha apelidada de #GucciGram; numa outra ocasião, a marca lançou o #24HourAce, em que vários artistas participaram

ASSINE AQUI A VISÃO E RECEBA UM SACO DE OFERTA