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Quem é o forasteiro que vai mandar no BPI

Economia

D.R.

Pablo Forero é o primeiro estrangeiro a liderar um grande banco nacional. Instala-se em Lisboa, com a mulher e os quatro filhos, poucos dias antes de completar 61 anos

Paulo M. Santos

Paulo M. Santos

Artigo publicado na VISÃOO 1250

De Barcelona para Lisboa

Pablo Arturo Forero Calderón foi o nome escolhido pelo CaixaBank para presidir ao BPI, banco onde o grupo catalão tem agora 84,51% do capital, após a conclusão da OPA. Nascido em Espanha, a 19 de fevereiro de 1956, formou-se em Economia pela Universidade Autónoma de Madrid. Poucos dias antes de completar 61 anos, Pablo Forero muda-se de armas e bagagens para Lisboa. Para além de ir ocupar a principal cadeira do poder do BPI, na Rua do Comércio, em Lisboa (o BPI tem sede no Porto, mas é no edifício histórico da baixa lisboeta que está a comissão executiva), o gestor traz consigo a família, mulher e quatro filhos, para a capital portuguesa.

De consultor a banqueiro

Começou a carreira profissional em 1981 na extinta consultora Arthur Andersen. Em 1984 entra para o Manufacturers Hanover, um banco sediado em Nova Iorque. Seis anos depois é convidado para os quadros do banco JP Morgan que, dois anos mais tarde, viria a comprar o Manufacturers Hanover, onde permaneceu durante 19 anos, até entrar para o CaixaBank. Antes de vir para o BPI tinha o cargo de diretor-geral da área de risco do banco catalão.

Um novo idioma

Na primeira conferência de imprensa que deu como líder do BPI, Pablo Forero falou em Castelhano, mas, questionado se iria aprender Português, o gestor, de forma algo tímida, garantiu, usando a nossa língua: "Estou a aprender e espero ser capaz de falar tudo em Português do próxima vez que falar convosco".

Romper com a tradição

Esta é a primeira vez que um banco dominado por capital espanhol opta por colocar na liderança um gestor daquele país. Quando o Santander comprou o Totta, em 2001, Emílio Botín fez questão de escolher António Horta Osório para presidente. Quando este saiu, foi substituído por Nuno Amado. E, mais tarde, com a saída de Nuno Amado para o BCP, a escolha recaiu em Vieira Monteiro. Também o Banco Popular teve como presidentes executivos dois portugueses: Rui Semedo e Carlos Cid Álvares. O Bankinter, que se instalou recentemente em Portugal através da compra do Barclays, nomeou para a liderança Carlos Brandão, que pertencia aos quadros do Barclays.