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Procura nas Obrigações do Tesouro ultrapassa 1400 milhões de euros

Economia

© Pascal Lauener / Reuters

Cada um dos 63 mil pequenos investidores aplicou mais de 15 mil euros em Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável. São quase todos portugueses

Mais de 95% da nova emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) ficou em mãos portuguesas, com a procura válida a ultrapassar os 1 418 milhões de euros, indicam os dados da Euronext Lisboa.

À semelhança das anteriores, a quarta emissão de obrigações para o retalho – e a primeira do ano – registou uma forte procura por parte dos investidores nacionais, apesar de o Tesouro oferecer o prémio mais baixo de sempre. O IGCP, instituto que gere a dívida pública, recebeu ordens superiores em 1,42 vezes aos mil milhões de euros que pretendia colocar no mercado.

A Euronext Lisboa, gestora da bolsa portuguesa, onde estas obrigações para o retalho serão cotadas, indicou que 96% dos títulos foram subscritos por cerca de 63 mil investidores, no período de subscrição que terminou na sexta-feira, 7 de abril. Em média, cada investidor aplicou 15 870 euros em OTRV.

À semelhança das emissões anteriores, esta esgotou logo no primeiro dia, levando o IGCP a aumentar de 500 milhões para mil milhões de euros o valor da oferta. Contudo, os resultados ficaram aquém das ordens de subscrição superiores a 2 mil milhões de euros registas na terceira emissão, em novembro do ano passado. Nessa emissão, cada um dos 90 mil investidores ficou em média com 16 600 euros em obrigações.

Com a redução das taxas de juro dos depósitos bancários para níveis próximos de zero, este novo produto de poupança do IGCP tem registado elevados níveis de adesão dos pequenos investidores nacionais desde que a primeira emissão foi lançada, em abril de 2016.

Com esta operação, o Tesouro aumenta para 4 450 milhões de euros o financiamento obtido com as quatro emissões de OTRV. Nos certificados de aforro, o fim do prémio extra parece estar a fazer aumentar os resgates. Fevereiro foi o quarto mês consecutivo de resgates nestes títulos, com saídas de 164 milhões de euros. No final do mês, os certificados de aforro apresentavam um saldo de 12 635 milhões de euros, ao passo que os também conhecidos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) totalizavam aplicações no valor de 12 066 milhões de euros.