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Deutsche Bank: É da Alemanha que vem o perigo?

Economia

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© Kai Pfaffenbach / Reuters

A VISÃO desta semana faz uma vasta análise de como o poderoso banco alemão passou de emblemático a problemático para todos nós. Aqui deixamos Perguntas e Respostas sobre os efeitos desta crise em Portugal

Multas, prejuízos, práticas fraudulentas de gestão – tudo isto contribuiu para afundar em bolsa um dos mais antigos bancos da Europa. As ondas de choque em Portugal ainda são ténues, mas claro que tudo se complica se o Deutsche Bank implodir. Aqui ficam três das várias perguntas que analisamos nesta edição da revista, esta semana nas bancas.

As dificuldades do banco alemão podem causar ondas de choque em Portugal?

Podem, mas não se esperam grandes dramas. É verdade que a banca nacional continua numa situação problemática, com escassez de capital e muito exposta ao crédito malparado, mas os dossiês mais complexos, como o da recapitalização da CGD, estão em vias de ser resolvidos. Falta ainda vender o Novo Banco, e é aqui que as ondas de choque podem fazer-se sentir. O Banco de Portugal gostaria de concluir a venda até final do ano, mas o mínimo sinal de turbulência na banca europeia pode afastar os potenciais compradores. Por outro lado, alguns bancos portugueses são contraparte em várias operações de derivados e, por isso, podem começar a pedir um reforço de garantias ao banco alemão. Claro que tudo isto se complica, e muito, se o Deutsche Bank entrar em colapso. Nesse caso, a solução que o governo alemão adotar será um teste às novas regras europeias de resolução bancária, que vedam aos contribuintes a hipótese de salvarem os bancos. Serão iguais para todos?

O Deutsche Bank vai mesmo encerrar balcões e despedir pessoas em Portugal?

O plano de reestruturação da filial portuguesa do Deutsche Bank já estava em marcha antes da desvalorização bolsista do último mês e passa pelo encerramento de 15 dos mais de 50 balcões existentes no nosso país. Seis deles vão reabrir como centros de investimento, com novos produtos para o segmento dos clientes particulares e das empresas, como explicou à VISÃO o presidente Bernardo Meyrelles. Os cortes no pessoal “não deverão chegar a 10%” do total de 400 funcionários que o banco emprega em Portugal, disse ainda o gestor. Em 2015, a filial portuguesa registou 15 milhões de euros de lucros.

De que se queixam os lesados do banco em Portugal?

A sucursal portuguesa do banco é um dos principais colocadores de produtos financeiros complexos junto de clientes nacionais, como se viu pelo volume de perdas dos investidores em produtos estruturados indexados às obrigações da PT International Finance. Segundo o Observador, terão atingido 82 milhões de euros. Alguns clientes lesados afirmam que esses produtos lhes foram vendidos como soluções de capital garantido e mostram vontade de avançar para tribunal contra o banco alemão.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA VISÃO DESTA SEMANA, JÁ QUARTA-FEIRA NAS BANCAS

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