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O roaming vai acabar. Mas com limites

Economia

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Tomohiro Ohsumi/ GettyImages

A União Europeia vai avançar com aquilo a que chama a política de utilização razoável do roaming. A possibilidade de efetuar comunicações gratuitas no estrangeiro vai, de facto, ser possível. Mas com limites

O roaming, como se julgava, não vai desaparecer mas sim sofrer limitações. Depois de ter sofrido um corte de 75% do seu custo em comunicações em Abril deste ano, já a preparar o seu desaparecimento no Verão de 2017. Mas não de forma total e completa. O roaming vai, afinal, continuar, mas com "critérios de utilização razoável".

Segundo a proposta inicial, à qual o El País teve acesso, os clientes das operadoras móveis vão beneficiar de roaming gratuito enquanto estiverem presentes no estrangeiro durante 30 dias seguidos ou até 90 dias por ano. As operadoras podem começar a cobrar, caso o seu cliente passe mais do que o pré-estabelecido no acordo.

A política de utilização razoável, como é denominada, será imposta pela Comissão Europeia de modo a que os clientes não abusem do fim do roaming, a partir do dia 15 de Julho de 2017, na União Europeia, para conseguirem tarifas melhores nos países que visitam do que no seu país de origem, estabelecendo deste modo uma concorrência desleal entre operadoras.

As regras delineadas acabaram, ainda assim, por ser mais severas do que aquilo que as operadoras móveis estavam à espera. De acordo com a empresa de auditorias Deloitte, segundo o Financial Times, as tarifas de roaming antes da aplicação destas restrições correspondiam a um valor compreendido entre 5 a 6% das receitas das operadoras.

Uma fonte da indústria disse ao Financial Times que "esta cláusula de uso razoável não é justa e vai aumentar a pressão sob as receitas do roaming".