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Os milhões que este verão já entraram e saíram dos clubes portugueses

Desporto

SOPA Images/ Getty Images

O mercado de transferências está longe de terminar, mas os números dos negócios já impressionam qualquer um. Conheça os principais negócios do campeonato nacional confirmados até hoje

Duarte Laranjo

Em Portugal, desde a abertura do mercado do verão de 2019, que ocorreu no dia 1 de julho, já entraram mais de 280 milhões de euros. Foram gastos mais de 100 milhões. E até ao último dia de agosto, muita tinta irá correr na imprensa e nos contratos milionários assinados pelos atletas.

Se não esteve atento ao que se tem passado no mercado do futebol, ou se esteve mas já confunde rumores com contratações oficializadas, esta é uma oportunidade para ficar a par das maiores transferências já consumadas pelos clubes portugueses. Comecemos pelas entradas.

Até esta quinta-feira, 11, o Benfica é lider nas vendas e nas aquisições. Raul de Tomás é espanhol, tem 24 anos e custou aos encarnados 20 milhões de euros. Vem do Real Madrid, onde foi formado mas nunca atuou com regularidade na equipa principal. Esteve emprestado ao Córdoba, ao Valladolid e até à época passada ao Rayo Vallencano, sempre contratualmente ligado ao Real Madrid. O clube acabou por se despedir do avançado este verão, afirmando que “o Benfica é a equipa ideal” para ele.

Em segundo lugar na lista de aquisições dos clubes portugueses surge um japonês com um percurso interessante. Shoya Nakajima chegou ao FC Porto a troco de 12 milhões de euros. Já havia estado em Portugal, ao serviço do Portimonense, durante uma época e meia, mas passou os últimos meses no Qatar. Esta transferência de Nakajima para o Al-Duhail deu que falar, já que o valor rondou os 35 milhões, muito acima de qualquer venda alguma vez feita pelo Portimonense.

Na última posição do pódio das contratações encontramos dois jogadores, pois ambos custaram 8,5 milhões cada e, curiosamente, ambos ao FC Porto. Um deles é Zé Luis, cabo-verdiano de 28 anos, que atuava na Rússia. É ponta de lança e já jogou em Portugal, vestindo a camisola do SC Braga e do Gil Vicente. O segundo é Luis Díaz, um jovem colombiano de 22 anos que começa agora a sua primeira experiência profissional.

Fechado o top 3 de aquisições, olhemos agora para as vendas, que apresentam valores mais impressionantes.

O primeiro lugar é de um jovem sobre o qual certamente já ouviu falar. Chama-se João Felix, nasceu em 1999 e... custou 120 milhões de euros ao Atlético de Madrid. Fez 20 golos com a camisola do Benfica na época transata e é possívelmente o jogador mais mediático desta janela de transferências. Por aquilo que já se disse e escreveu sobre a jovem promessa portguesa, dispensa mais apresentações.

Éder Militão tem, por agora, a medalha de prata das vendas dos clubes portugueses. Deixa os dragões e parte para o Real Madrid com apenas 21 anos. O negócio rondou os 50 milhões de euros. O brasileiro foi formado no São Paulo, clube onde jogou até ao verão do ano passado. Depois de uma época bem sucedida no FC Porto, onde jogou a defesa central e lateral direito, Éder Militão chega agora aos gigantes europeus.

Por fim, regista-se mais uma venda milionária do Benfica. Raul Jiménez, avançado mexicano de 28 anos, é oficialmente contratado pelo Wolverhampton, depois de um ano a jogar por empréstimo. Está ligado ao Benfica desde 2015 e foi decisivo em muitos jogos dos encarnados. Na época passada foi emprestado ao Wolverhampton, de Inglaterra mas treinado pelo português Nuno Espírito Santo.

As saídas e entradas milionárias de jogadores no futebol português não ficarão por aqui. O Sporting, que não coloca atletas em nenhum destes tops, tem ainda Bruno Fernandes, jogador cuja venda pode alterar as figuras do pódio. Certo é que, até dia 31 de agosto, muitos milhões vão circular no mercado.