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Barcelona na Premier League inglesa? Ministro catalão diz que a escolha será do clube, em caso de independência

Desporto

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Jason Cairnduff

Gerard Figueras, ministro do Desporto da Catalunha, afirma que os principais clubes da região vão poder optar entre jogar em Inglaterra, França ou Itália, se a região se tornar independente face a Espanha. A hipótese de permanecerem na Liga espanhola também não é descartada, embora já tenha sido posta de parte pela organização da prova

Os principais clubes de futebol da Catalunha, com o Barcelona à cabeça, vão ter de escolher que campeonato querem disputar, caso a região se torne independente de Espanha, afirma Gerard Figueras.

Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, o ministro do Desporto do Governo da Catalunha diz que, nesse cenário, "os clubes catalães terão de decidir onde querem jogar: na Liga espanhola ou num país próximo, como Itália, França ou Inglaterra".

Feita essa escolha, acrescenta o ministro, será necessário "iniciar negociações" com a liga em causa, sendo que Javier Tebas, que lidera a organização das competições de futebol profissional em Espanha, já veio garantir que não será possível os clubes catalães continuarem a participar, num eventual quadro de independência. Uma posição desvalorizada por Gerard Figueras, que não espera entraves por parte da UEFA caso os clubes catelães demonstrem interesse em saltar para outra liga, alegando que já existem exemplos desses, como o Mónaco em França ou os galeses do Swansea em Inglaterra.

"As pessoas que dizem que o futuro vai ser a preto e branco estão enganadas porque um novo cenário se vai abrir e teremos de negociar", declarou, para rebater "a grande incógnita destes dias", como se referiu ao tema sobre o qual "parece que toda a gente está obcecada": em que campeonato vai o Barcelona jogar se a Catalunha se tornar indepentente?

Até ao momento, o maior clube da Catalunha não se pronunciou sobre o assunto, para não influenciar a escolha do povo, que é suposto votar a sua intenção este domingo, num referendo que ainda ninguém sabe se vai mesmo realizar-se, devido à oposição do Governo central de Madrid.