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Rock in Rio obrigado a melhorar atendimento médico para reabrir portas

Cultura

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O momento da abertura de portas da 5.ª edição do Rock in Rio no Rio de Janeiro

Ariel Martini / I Hate Flash

O tribunal ameaçou o festival com uma multa diária de 3 milhões de euros se não melhorasse as condições nos postos de atendimento médico do festival

Médicos insuficientes, áreas de saída de ambulâncias obstruídas, falta de material médico e má sinalização dos postos médicos, foram as principais falhas apontadas pelo tribunal da 2.ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro ao recinto do Rock in Rio que, este ano, se realiza na cidade carioca.

Depois do primeiro fim de semana de concertos, entre 13 e 15 de setembro, uma vistoria colocou em causa a realização do segundo capítulo do festival que arranca hoje, 19, e termina no domingo, 22.

A organização garantiu que, nos primeiros três dias de festival, nenhuma pessoa ficou sem assistência, tendo sido atendidas mais de 2 mil pessoas, nenhuma em estado grave.

Ontem à tarde, 18, foi feita uma nova vistoria ao recinto, acompanhada pelo corpo de bombeiros e por um oficial de justiça. Concluiu-se que a "organização do evento tomou todas as providências para garantir a segurança dos participantes dos shows".

Caso os problemas não fossem resolvidos, a organização seria multada em 3,4 milhões de euros por cada dia de festival.

A segurança do recinto também foi reforçada após alguns incidentes durante o primeiro fim de semana. Dois jovens cortaram a vedação, perto do rio Camorim, e entraram no recinto para roubarem telemóveis. A segurança acabaria por intercetá-los e entregá-los à polícia.

Outro grupo de jovens tentou invadir o local através da lagoa de Jacarepaguá, junto ao recinto, mas também seriam apanhados.

A equipa de segurança do festival é composta por 910 pessoas, divididas por turnos.  No primeiro fim de semana do festival registaram-se perto de 300 furtos.