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GALERIA DE IMAGENS: Viagem ao Museu do Côa

Cultura

A propósito da inauguração do Museu do Côa, aceite o convite: embarque nesta viagem ao novo espaço dedicado às polémicas gravuras. E se ficar com água na boca e preferir visitá-lo pessoalmente, confira as sugestões sobre o que fazer, onde ficar e o que fazer na região

O Museu que agora inaugura vem dar ao Côa a possibilidade de mostrar a sua arte a um número maior de visitantes. Os 300 mil por ano, previstos em novembro de 1995, aquando da suspensão da barragem, nem agora chegarão. O número astronómico numa cidade onde continuam a faltar infraestruturas turísticas e acessibilidades (O IP2 só agora está em fase de conclusão) foi avançado sem ter por base qualquer tipo de estudos. Desde logo, a especificidade da arte em questão não é compatível com um turismo de massas, que só o Museu estará agora preparado para receber.

No terreno, as visitas obrigam a deslocações em jipe e só podem ser feitas com acompanhamento de guia. Os 50 mil visitantes por ano que as projeções locais apontam já deixarão satisfeita Alexandra Cerveira Lima, a diretora do Parque Arqueológico. Espera, sobretudo, que o Museu "aumente a visibilidade do Coa e faça com que as pessoas venham durante todo o ano". Em 2009, foram 18 mil os que viram as gravuras. Poderiam ser mais se para a conta entrassem aqueles que passaram por Foz Côa e, por não terem reserva, ficaram sem ter lugar nas visitas.

Turistas não parecem faltar. Mas os guias - 16 no início, hoje apenas 8 - não conseguem dar resposta a tantos interessados. O que não invalida, no entanto, que a UNESCO aponte o sistema de visitas como exemplo a seguir "por se ter conseguido um compromisso interessante entre as visitas do público e a conservação dos núcleos. Não foram feitas alterações significativas da paisagem em torno deles", explica Alexandra. A excelência das visitas, realça, não seria possível sem "a investigação de grande qualidade. É marcante quer o registo dos desenhos, quer das fotografias, quer as escavações feitas em torno da arte rupestre".  

Depois de visitar o Museu, mesmo que não encontre lugar numa das visitas guiadas às gravuras rupestres no terreno, durante a tarde ou de noite, na região não faltam sugestões para ocupar o tempo. Deixamos-lhe algumas: