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O último filme de Kevin Spacey amealhou apenas 110 euros na noite de estreia

Cultura

ANGELA WEISS

Não é gralha: no total, terão sido vendidos 14 bilhetes, o que dá menos de dois espectadores por cada uma das dez salas em que o filme estreou

Dizer que foi um fiasco é insultar outros fiascos. Billionaire Boys Club, o último filme com Kevin Spacey antes de ser conhecido o escândalo dos sucessivos abusos sexuais perpetrados pelo ator, fez apenas 126 dólares (€110) na estreia, a 17 de agosto.

Lançado em dez cidades americanas, um mês depois de ter ficado disponível em video on demand, era já claro para a distribuidora, a Vertical Entertainment, que não seria um sucesso. Uma declaração da empresa, aliás, divulgada há uns meses, quase parecia implorar para que as pessoas se abstraíssem do escândalo e assistissem ao filme: "Esperamos que essas alegações angustiantes relativas ao comportamento de um indivíduo, que não eram conhecidas publicamente quando o filme foi feito há quase dois anos e meio, e de alguém que tem um pequeno papel secundário no Billionaire Boys Club, não prejudique o lançamento do filme. No final, esperamos que o público julgue por si próprio as alegações repreensíveis do passado dessa pessoa, mas não às custas de todo o elenco e da equipa presentes neste filme."

Aparentemente, o público não se deixou convencer. Mas talvez o escândalo sexual de Kevin Spacey não seja a única explicação - o filme tem, neste momento, uma classificação miserável de 11% no site de críticas cinematográficas Rotten Tomatoes. Um dos críticos no site garante mesmo que "o filme falharia ainda que a carreira de Kevin Spacey não tivesse implodido".