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A nova geração do horário nobre: "Não me lembro de não fazer televisão"

Cultura

Carmo Lico e André Moreira

São da mesma geração, mas têm percursos diferentes. Francisco Fernandez cresceu a fazer novelas, o Lourenço Mimoso chegou cedo - tinha uma dúzia de anos - e a Filipa Pinto estreou-se agora. A VISÃO juntou os três. No fim, a emoção tomou conta da conversa, mas, antes, falou-se do que se ganha e do que se perde, quando se entrega a tenra idade ao mediatismo das telenovelas de horário nobre

André Moreira

André Moreira

Jornalista Multimédia

Dizem-se habituados a câmaras, mas ainda estranham quando têm de falar sobre eles. Os três no mesmo sofá, partilharam (com a VISÃO e entre eles) o que queriam ser quando eram pequenos, como é que entraram no mundo da representação e ainda histórias do mundo das telenovelas, quando as câmaras deixam de gravar.

Filipa Pinto, 23 anos, terminou há poucas semanas aquele que foi o seu primeiro grande projeto em televisão, onde deu vida a Candy, na novela "A Herdeira". Sonhou ser médica pediatra, ainda tentou estudar comunicação, mas foi na Escola de Atores que se sentiu realmente feliz.

"Não me lembro de não fazer televisão", foi o que Francisco Fernandez, de 19 anos, nos confessou. Estreou-se com seis anos na novela "Tu e Eu" e, desde então, nunca deixou a televisão: "Chiquititas", "Pai à Força", "Sedução" e "Massa Fresca" são alguns exemplos. Contou-nos que é "pago para esperar" e que essa é a parte que cansa mais. Acabou a explicar o que é a "Síndrome das Novelas", que diz sentir sempre que acaba uma produção.

Lourenço Mimoso é o mais novo dos três: tem 18 anos, "quase a fazer 19", como fez questão de acrescentar. Estreou-se no mundo da televisão, com 12 anos, na série "A Família Mata". Passou por produções como "Louco Amor", "O Mundo ao Contrário" e "Coração de Ouro". Vem de uma "família tradicional" e disse à VISÃO que quando começou a ter as primeiras namoradas, nas novelas, viu-se obrigado a dar justificações à avó.