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Miguel Araújo, a vida em 12 canções

Cultura

Tiago Miranda

No seu novo disco, Giesta, com lançamento marcado para 19 de maio, Miguel Araújo viaja até às suas memórias de infância e adolescência. Sem ponta de saudosimo... VEJA O VÍDEO E LEIA NA VISÃO DESTA SEMANA AS HISTÓRIAS POR TRÁS DAS NOVAS CANÇÕES DE MIGUEL ARAÚJO CONTADAS PELO AUTOR

Como denominador comum a todas as 12 novas canções de Miguel Araújo (em Giesta, o seu terceiro disco a solo e o primeiro desde que, em 2016, abandonou Os Azeitonas) está a casa da sua avó, em Sangemil (Águas Santas) onde, quase sempre na companhia dos primos, passou muito tempo na sua infância. Por alguma razão, percebeu que estava aescrver canções que recuavam diretamente ao seu passado e não ofereceu resistência: avançou para uma espécie de "disco conceptual" em que as suas memórias fazem de fio condutor. À VISÃO fala de cada um dos temas. Por exemplo de 1987 (cheio de referências que quem cresceu nos anos 80 conhece bem), cantado a meias com Catarina Salinas:

"Tem a ver com aquele provincianismo muito português de dar nomes estrangeiros, ou relacionados com o estrangeiro, a estabelecimentos comerciais: o Shopping Center Dallas que se chamava assim e tinha aquela fachada envidraçada por causa da série de televisão americana, o shopping Brasília, a barbearia Londres, cujos fundadores nunca puseram os pés em Londres... E como o [Futebol Clube do] Porto foi campeão europeu na altura, parecia que havia assim uma abertura da cidade ao mundo. O Michael Knight [personagem, interpretada por David Hasselhoff, da série O Justiceiro ao lado do supercarro Kitt] foi dar autógrafos ao Brasília com uma réplica do Kitt ao lado... O narrador é uma criança de nove anos, deslumbrada com os néons e essas cenas todas. Que sou eu."

Veja aqui o vídeo de 1987