Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

1967, Guerra Fria, sons quentes

Cultura

  • 333

Músicos portugueses de várias gerações explicam na VISÃO desta semana a importância de um álbum que se tornou monumento na história do rock. The Velvet Underground & Nico foi lançado há cinco décadas. E o que mais se ouvia há 50 anos?

A banda sonora desse ano ficou para a História, mas isso não era assim tão óbvio para quem assistia a tudo de muito perto (o próprio disco de estreia dos Velvet Underground só ganhou o estatuto de “culto” com o passar dos anos). Nesse ano, a Guerra Fria parecia aquecer mais do que era suposto: o conflito no Vietname ameaçava tornar-se interminável e explodiram manifestações de jovens pacifistas nas grandes cidades dos EUA e da Europa (terminando, muitas vezes, em confrontos com a polícia). Em junho, a Guerra dos Seis Dias opôs violentamente o exército de Israel ao dos vizinhos árabes. O Flower Power dos hippies era a contracultura da moda, mas já se adivinhavam mudanças... Afinal, desde 1964 que Bob Dylan declarava que os tempos estavam a mudar com a sua mais célebre canção, The Times They Are A-Changing.

E o que é que se ouvia mesmo? Eis a amostra, em albuns que ficaram imortais: "Are your experienced?", Jimi Hendrix Experience. "Sgt Pepper's", The Beatles. "The piper at the gates of dawn", Pink Floyd. "the songs of Leonard Cohen", Leonard Cohen. E "The Doors", com o disco com o mesmo nome.