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Salman Rushdie: "A fatwa criou uma atmosfera falsa à volta de mim e da minha obra"

Cultura

Sílvia Souto Cunha

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Foi um Salman Rushdie descontraído e bem humorado que encontrámos no último andar de um hotel lisboeta para esta entrevista. Ainda tem medo da fatwa que lhe pesa sobre a cabeça? "Só quando falo comjornalistas estrangeiros", responde, recordando que, em Nova Iorque faz, agora, uma vida perfeitamente normal e ninguém lhe fala no assunto... VEJA O VÍDEO com um curto excerto da entrevista que pode ler, na íntegra, na VISÃO desta semana

Esteve em Portugal para participar no festival Folio, em Óbidos, onde falou para uma plateia cheia. A VISÃO encontrou-o, já em Lisboa, para uma conversa em que o escritor nascido há 69 anos em Bombaim, Índia, falou dos seus hábitos de escrita em Nova Iorque, dos filhos (que não leem os seus livros...), de Trump, esse "grande monstro laranja", do modo como o seu último romance (Dois Anos, Oito Meses e Vinte Oito Noites) está relacionado com a tendência de regresso dos superheróis ao imaginário americano e aos filmes de Hollywood (sublinhando um "facto peculiar": "este do Super-Homem não saber que tem de enfiar primeiro as cuecas e depois as calças"). Este é um Salman Rushdie bem humorado, irónico, mordaz a que não estamos tão habituados e que, farto de ser sempre associado À história da fatwa na sequência da publicação de Versículos Satânicos, nos diz: "Estou aqui. Não sou essa pessoa a quem essa coisa aconteceu..”

LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NA VISÃO DESTA SEMANA, JÁ ESTA QUARTA-FEIRA NAS BANCAS

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