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Hergé leva Tintim ao museu, sem pagar bilhete

Cultura

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O Grand Palais estende a passadeira a Hergé, nome fundamental da banda desenhada francófona, com uma exposição de portas abertas a partir desta quarta-feira, dia 28. O que é outra forma de anunciar que os tintinófilos podem entrar no paraíso: esta exposição é a maior reunião, até à data, de pranchas e pinturas, de influências, inspirações e revelações do belga genial. Aliás, sabia que ele quis ser pintor abstrato? VEJA AS FOTOS

Capa do catálogo da exposição Hergé

Capa do catálogo da exposição Hergé

©ADAGP, Paris, 2016© Hergé-Moulinsart

É possível imaginar o mundo sem Tintim? É, mas não seria a mesma coisa… Os livros de banda desenhada com as aventuras de Tintim passaram de geração em geração, sem ganharem uma ruga nem amarrotarem a devoção dos milhões que o leram. Georges Remi (1907-1983), isto é, Hergé, artista da linha clara que não acreditava que os quadradinhos eram só para temas infantis, fez do seu atelier, na Bruxelas natal, um observatório para o mundo. O desenhador e argumentista convocava muitas influências para cada uma das aventuras do seu repórter com poupa e coragem de herói, fielmente acompanhado pelo cão Milú e por uma galáxia de tipos inesquecíveis: a herança das civilizações primitivas, os grandes mestres da pintura, as obras da vanguarda, os cabeçalhos dos jornais que marcaram a história do século XX, as ideologias, os povos de todos os pontos cardeais, as descobertas científicas, o cinema, o humor. E tudo começou lá atrás, a 10 de janeiro de 1929, com a publicação das primeiras aventuras de Tintim na revista semanal Le Petite Vingtième…

Antes e depois dessa data, houve outros Hergé, desconhecidos do grande público, que esta grande exposição, patente no Grand Palais, em Paris, até 15 de janeiro, e organizada com o apoio do Museu Hergé, revela. Aquele que acreditou que o seu destino era ser pintor abstrato, por exemplo. Mas também o jovem gráfico talentoso que ganhou (bem) a vida a fazer cartazes publicitários, e o rapazinho de Bruxelas que andava na escola de cinema, aprendendo a perceber as técnicas cinematográficas (de que faria bom uso na sua banda desenhada). Ainda o autor de primeiras ilustrações, divulgadas em publicações católicas belgas, e o artista, mais velho e perfeccionista, que, num certo dia de 1932, entendeu que as suas histórias de banda desenhada precisavam de mais pesquisa, documentação, substância da realidade. São muitas as facetas de Hergé, aqui contempladas.

Hergé está organizada em salas temáticas: Grandeza da arte menor; Hergé, amador de arte; O romancista da imagem; O sucesso e a tormenta; Uma família de papel; Hergé, coração valente?; A arte do reclame; A lição do Oriente; O nascimento de um mito; Hergé, o corvo curioso. Ao todo, estão patentes 175 obras de Hergé, incluindo um conjunto de 189 números. Juntam-se-lhes 21 obras de 14 artistas contemporâneos, entre os quais se contam Lucio Fontana, Serge Poliakoff, Tom Wesselman, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, ou Miguel Ortiz Berrocal. A exposição apresenta ainda um acervo documental com fotografias, cartas, ilustrações de outros autores de b.d., objetos, filmes, documentários…

Esta mostra,cujo bilhete de entrada exige €13, decifra a arte de um artista que gostava de artes. Hergé Adorava Roy Lichtenstein, por exemplo, pela clareza do estilo, narrativa pontilhada cheia de onomatopeias e enquadramentos cinematográficos. Admirava os pintores abstratos que não precisavam de figuras. E, durante anos, o seu escritório teve, na parede, uma reprodução do quadro Intérieur hollandais I, de Miró. Colecionador, tinha obras de Andy Warhol, Lichtenstein,Fontana, Dubuffet… Mas também o cinema, a literatura, a arqueologia e o jornalismo marcaram a sua produção. É só procurar as pistas: O dragão vermelho que ornava a capa do livro O Lotus Azul saiu de uma capa de revista alusiva ao filme Shangai Express, a estátua pré-colombiana observada num museu é o fetiche arumbaya de A Orelha Quebrada; o gorila Ranko que assusta Milú em A Ilha Negra denuncia parodicamente King Kong

Hergé criou um estilo próprio, e uma corrente na banda desenhada. Não desenhou apenas o eterno adolescente Tintim, ainda que este personagem, a sua obra-prima incontestada, se sobreponha a tudo o resto. “As estruturas narrativas dos Tintim são tão recortadas e depuradas como as suas formas visuais. Legível por todos, o mundo inteiro compreende Tintim. Em Bruxelas em 1929, como em Paris em 2016; em Calcutá na sua versão bengali como em Nova Iorque na sua versão inglesa: aos 86 anos como aos 6 anos (…) a universalidade da obra de Hergé passa por essa intemporalidade”, escreve Jérôme Neutres, diretor do agrupamento de museus associados ao Grand Palais, no catálogo. Aliás, é a primeira vez que a banda desenhada é exposta no Grand Palais: Hergé quis ser pintor e chegar aos museus. Afinal, conseguiu-o com uma poupa desenhada em poucos traços limpos.

VEJA AS FOTOS DE OBRAS DA EXPOSIÇÃO:

Hergé retratado por Andy Warhol,em 1977. A serigrafia está também patente na exposição Hergé, sendo propriedade de um colecionador particular
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Hergé retratado por Andy Warhol,em 1977. A serigrafia está também patente na exposição Hergé, sendo propriedade de um colecionador particular

©The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc./ADAGP, Paris 2016

Composition sans titre (c. 1960)é um dos cerca de trinta quadros pintados por Hergé, assinados Georges Remi.A incursão na pintura, sob os auspícios do professor e pintor abstracionista Louis Van Lint, dura cerca de um ano. Percebendo que a sua produção pouco acrescenta à arte comtemporânea, Hergé escolhe dedicar-se definitivamente à banda desenhada
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Composition sans titre (c. 1960)é um dos cerca de trinta quadros pintados por Hergé, assinados Georges Remi.A incursão na pintura, sob os auspícios do professor e pintor abstracionista Louis Van Lint, dura cerca de um ano. Percebendo que a sua produção pouco acrescenta à arte comtemporânea, Hergé escolhe dedicar-se definitivamente à banda desenhada

©Hergé/Moulinsart 2016

Hergé era um ávido colecionador de arte contemporânea, e visita regular da Galeria Carrefour, próxima do seu atelier, gerida por Marcel Stal (amigo de infância do seu irmão Paul). O desenhador mostrava-se fascinado por artistas abstratos como Serge Poliakof (Sans Titre, 1929) que prescindiam de imagens na sua arte
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Hergé era um ávido colecionador de arte contemporânea, e visita regular da Galeria Carrefour, próxima do seu atelier, gerida por Marcel Stal (amigo de infância do seu irmão Paul). O desenhador mostrava-se fascinado por artistas abstratos como Serge Poliakof (Sans Titre, 1929) que prescindiam de imagens na sua arte

© ADAGP, Paris 2016

Outro artista abstrato admirado por Hergé, era Jean Dubuffet, cuja obra La Cafetière I,pintada em 1965, também é mostrada no Grand Palais
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Outro artista abstrato admirado por Hergé, era Jean Dubuffet, cuja obra La Cafetière I,pintada em 1965, também é mostrada no Grand Palais

©ADAGP, Paris 2016

Hergé na sua casa, no número 12 da Place de Mai, em Woluwe-Sint-Lambrechts, em 1937 - o bairro da sua infância
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Hergé na sua casa, no número 12 da Place de Mai, em Woluwe-Sint-Lambrechts, em 1937 - o bairro da sua infância

©DR

Prancha de A Orelha Quebrada, datada de 1956. O sexto livro das aventuras de Tintin obedecia às mesmas regras defendidas por Hergé: começar com uma história contável em meras dez linhas, que, depois, era desenvolvida com pesquisa documental, opiniões dos colaboradores, e várias etapas de desenhos feitos em papel."Um trabalho de relojoaria", descreveu o artista de b.d., em 1971
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Prancha de A Orelha Quebrada, datada de 1956. O sexto livro das aventuras de Tintin obedecia às mesmas regras defendidas por Hergé: começar com uma história contável em meras dez linhas, que, depois, era desenvolvida com pesquisa documental, opiniões dos colaboradores, e várias etapas de desenhos feitos em papel."Um trabalho de relojoaria", descreveu o artista de b.d., em 1971

©Hergé/Moulinsart 2016

Hergé era também colecionador de máscaras africanas. Esta pequena escultura chimu em madeira, com restos de pintura, exposta no Musée du Cinquantrenaire, em Bruxelas, serviu de modelo ao criador de Tintin para desenhar o ídolo fetiche arumbaya no álbum A Orelha Quebrada.
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Hergé era também colecionador de máscaras africanas. Esta pequena escultura chimu em madeira, com restos de pintura, exposta no Musée du Cinquantrenaire, em Bruxelas, serviu de modelo ao criador de Tintin para desenhar o ídolo fetiche arumbaya no álbum A Orelha Quebrada.

©Musées royaux d'Art et d'Histoire, Bruxelles

Ilustração para a capa do álbum O Caranguejo das Tenazes de Ouro, datada de 1942, reproduzindo as cenas passadas no deserto do Saara, em que os heróis são salvos pela Legião Estrangeira Francesa. Esta história sobre tráfico de droga escondida em latas de caranguejo é também aquela em que Tintin conhece o Capitão Haddock - alcoólico, marinheiro experiente, e perpetrador dos melhores insultos de b.d, como os caraterísticos "ectoplasmas", "lepidopteros canalhas!", "filibusteiros de uma figa", "com mil milhões de macacos"...
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Ilustração para a capa do álbum O Caranguejo das Tenazes de Ouro, datada de 1942, reproduzindo as cenas passadas no deserto do Saara, em que os heróis são salvos pela Legião Estrangeira Francesa. Esta história sobre tráfico de droga escondida em latas de caranguejo é também aquela em que Tintin conhece o Capitão Haddock - alcoólico, marinheiro experiente, e perpetrador dos melhores insultos de b.d, como os caraterísticos "ectoplasmas", "lepidopteros canalhas!", "filibusteiros de uma figa", "com mil milhões de macacos"...

©Hergé/Moulinsart 2016

O desenho criado para a capa do Petit Vingtiéme, edição de 30 de janeiro de 1936,é uma das 599 ilustrações criadas por Hergé, então redator-chefe da revista semanal, entre 1925 e 1940. Muitas das capas bebem diretamente dos desenhos reproduzidos nos livros,outras assumiam-se como montagens originais
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O desenho criado para a capa do Petit Vingtiéme, edição de 30 de janeiro de 1936,é uma das 599 ilustrações criadas por Hergé, então redator-chefe da revista semanal, entre 1925 e 1940. Muitas das capas bebem diretamente dos desenhos reproduzidos nos livros,outras assumiam-se como montagens originais

© Hergé/Moulinsart 2016

A ilustração de capa do primeiro número da revista Tintin, publicada a 26 de setembro de 1946, dedicada a O Templo do Sol.Com uma tiragem inicial de 60 mil exemplares,a revista teve um enorme sucesso (ao terceiro número, a tiragem fixar-se-ia nos 80 mil exemplares, em França). Hergé é o grande motor por trás deste lançamento, ao qual se juntam outros autores enblemáticos como Edgar P. Jacobs
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A ilustração de capa do primeiro número da revista Tintin, publicada a 26 de setembro de 1946, dedicada a O Templo do Sol.Com uma tiragem inicial de 60 mil exemplares,a revista teve um enorme sucesso (ao terceiro número, a tiragem fixar-se-ia nos 80 mil exemplares, em França). Hergé é o grande motor por trás deste lançamento, ao qual se juntam outros autores enblemáticos como Edgar P. Jacobs

©Hergé/Moulinsart 2016

Outra capa emblemática da revista Tintim,publicada a 30 de março de 1950, remete para o álbum Objetivo Lua - Hergé criaria ainda a continuação Explorando a Lua. A história ganharia formato livro apenas três anos depois.Mistura de imaginação e factos científicos, esta aventura de Tintim a passear na superfície lunar preconizou o feito que, dezanove anos depois, o mundo observaria, quando Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins deram os seus citados grandes passos para a humanidade
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Outra capa emblemática da revista Tintim,publicada a 30 de março de 1950, remete para o álbum Objetivo Lua - Hergé criaria ainda a continuação Explorando a Lua. A história ganharia formato livro apenas três anos depois.Mistura de imaginação e factos científicos, esta aventura de Tintim a passear na superfície lunar preconizou o feito que, dezanove anos depois, o mundo observaria, quando Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins deram os seus citados grandes passos para a humanidade

©Hergé/Moulinsart 2016

A aguarela alusiva ao livro Explorando a Lua,revela bem as linhas aerodinâmicas do foguetão vermelho e branco idealizado pelo professor Girassol (Tournesol nas primeiras traduções para português), um dos personagens centrais das aventuras de Tintin. O engenho foi desenhado por Bob De Moor, braço direito de Hergé, que, perfeccionista, demorou um mês de trabalho para domninar as perspectivas do desenho e exigiu a criação de uma maquete correspondente à zona de pilotagem do denominado X-FLR 6
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A aguarela alusiva ao livro Explorando a Lua,revela bem as linhas aerodinâmicas do foguetão vermelho e branco idealizado pelo professor Girassol (Tournesol nas primeiras traduções para português), um dos personagens centrais das aventuras de Tintin. O engenho foi desenhado por Bob De Moor, braço direito de Hergé, que, perfeccionista, demorou um mês de trabalho para domninar as perspectivas do desenho e exigiu a criação de uma maquete correspondente à zona de pilotagem do denominado X-FLR 6

©Hergé/Moulinsart 2016

Maquete do foguetão em madeira, realizada para a criação dos dois albuns dedicados à Lua, é uma das peças reveladas na exposição Hergé, no Grand Palais
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Maquete do foguetão em madeira, realizada para a criação dos dois albuns dedicados à Lua, é uma das peças reveladas na exposição Hergé, no Grand Palais

©Hergé/Moulinsart 2016

Hergé e Tchang Tchong-jen diante da casa do belga na Rue Knapen,em 1935. Tchang inspira o personagem adolescente que aparece em O Lotus Azul: católico, estudante em Bruxelas,ensinará caligrafia chinesa e a arte da pincelada chinesa, que Hergé aplicará nos desenhos do álbum
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Hergé e Tchang Tchong-jen diante da casa do belga na Rue Knapen,em 1935. Tchang inspira o personagem adolescente que aparece em O Lotus Azul: católico, estudante em Bruxelas,ensinará caligrafia chinesa e a arte da pincelada chinesa, que Hergé aplicará nos desenhos do álbum

©DR

Ilustração dedicada a O Lotus Azul, para a capa do Petit Vingtième, datada de 8 de novembro de 1934. A história colocaria Tintim no centro do histórico conflito entre China e Japão
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Ilustração dedicada a O Lotus Azul, para a capa do Petit Vingtième, datada de 8 de novembro de 1934. A história colocaria Tintim no centro do histórico conflito entre China e Japão

©Hergé/Moulinsart 2016

Mais uma das centenas de ilustraçoes criadas para a capa do Petit Vingtième: datada de 1938, reproduz a dupla de irmãos, involuntariamente cómicos, Dupont e Dupond.
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Mais uma das centenas de ilustraçoes criadas para a capa do Petit Vingtième: datada de 1938, reproduz a dupla de irmãos, involuntariamente cómicos, Dupont e Dupond.

© Hergé/Moulinsart 2016

A prancha 9 de Tintin no Congo, datada de 1943. Acusado de traçar um retrato condescente e racista sobre África em álbuns como este, Hergé emendou a mão posteriormente: a leitura de um artigo de jornal sobre muçulmanos africanos, capturados e vendidos como escravos, inspira-o a conceber o livro Carvão no Porão, denunciador dos abusos dos direitos humanos
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A prancha 9 de Tintin no Congo, datada de 1943. Acusado de traçar um retrato condescente e racista sobre África em álbuns como este, Hergé emendou a mão posteriormente: a leitura de um artigo de jornal sobre muçulmanos africanos, capturados e vendidos como escravos, inspira-o a conceber o livro Carvão no Porão, denunciador dos abusos dos direitos humanos

©Hergé/Moulinsart 2016

Projeto inédito para capa, datada de 1930, para o álbum Tintin no País dos Sovietes. Hergé foi o primeiro autor de b.d. a imprimir edições limitadas, como esta - uma tiragem de mil exemplares numerados e dedicados pelo artista e pela sua primeira mulher, Germaine Kieckens
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Projeto inédito para capa, datada de 1930, para o álbum Tintin no País dos Sovietes. Hergé foi o primeiro autor de b.d. a imprimir edições limitadas, como esta - uma tiragem de mil exemplares numerados e dedicados pelo artista e pela sua primeira mulher, Germaine Kieckens

©Hergé/Moulinsart 2016

La Tente,ilustração publicitária criada em 1936 por Hergé. Antes de se dedicar ao universo de Tintim, o artista belga trabalhou em publicidade com sucesso assinalável criando cartazes para temas tão diversos como marcas de cigarros, medicamentos,automóveis,eventos desportivos, cafés ou materiais de camping
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La Tente,ilustração publicitária criada em 1936 por Hergé. Antes de se dedicar ao universo de Tintim, o artista belga trabalhou em publicidade com sucesso assinalável criando cartazes para temas tão diversos como marcas de cigarros, medicamentos,automóveis,eventos desportivos, cafés ou materiais de camping

©Hergé/Moulinsart 2016

Vers le Vrai (1933), um cartaz publicitário assinado por Hergé. sobre a sua produção publicitária, o artista belga diria ao jornal L'Effort, em 1932: "Tento atrair a atenção para um anúncio através de um ponto marcante, simples e muito visível... Tenho preferência pelas cores vivas que se harmonizam entre si.Sigo sobretudo um grande princípio: a simplicidade.É a melhor fórmula para criar algo marcante."
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Vers le Vrai (1933), um cartaz publicitário assinado por Hergé. sobre a sua produção publicitária, o artista belga diria ao jornal L'Effort, em 1932: "Tento atrair a atenção para um anúncio através de um ponto marcante, simples e muito visível... Tenho preferência pelas cores vivas que se harmonizam entre si.Sigo sobretudo um grande princípio: a simplicidade.É a melhor fórmula para criar algo marcante."

©Hergé/Moulinsart 2016

Decoupage destinada à prancha 17 do álbum Tintin e a Alfa-Arte (1978-1982).Hergé morreu sem desenvolver este 24ª álbum, inspirado em falsários, disse, e no mundo da arte. A publicação deste projeto de livro revela esboços distantes da sua característica linha clara.
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Decoupage destinada à prancha 17 do álbum Tintin e a Alfa-Arte (1978-1982).Hergé morreu sem desenvolver este 24ª álbum, inspirado em falsários, disse, e no mundo da arte. A publicação deste projeto de livro revela esboços distantes da sua característica linha clara.

©Hergé/Moulinsart 2016