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O desenvolvimento pode ignorar o património?

Covilhã

O tema central da reportagem da Caravana (as casas da Serra e a barragem da Ribeira das Cortes) deu o mote para um debate animado

 Na tarde de terça-feira, 10, os alunos de Arquitectura da Universidade da Beira Interior (UBI) debateram o valor do património e se a sua preservação tem custos para o desenvolvimento. Um grupo de arquitectos deslocou-se, a convite da Caravana Visão, à Covilhã para participar no debate, moderado por Luís Moreira Pinto, director do departamento de Arquitectura da UBI. O anfiteatro estavava cheio. Alguns alunos sugeriram ideias interessantes, como a de instalar um centro de interpretação na Tapada do Dr. António, que servisse de ponto de interesse para o turismo no Verão, uma vez que a Serra da Estrela depende demasiado da neve para atrair vistantes. Estas foram algumas das ideias que os arquitectos defenderam.



João Santa Rita, vice-presidente da Ordem dos Arquitectos: "A Ordem entende que as Casas da Serra e a Tapada são um conjunto que tem um valor inequívocamente muito grande do ponto de vista patrimonial."



Manuel Aires Mateus, arquitecto: "Para se ser um arquitecto do Mundo tem de se ser um arquitecto de um lugar. lanço um repto à escola: defendam estes valores. Defender este património é defender a Faculdade de arquitectura da UBI."



João Pedro Falcão de Campos, arquitecto: "Podemos ter as casas, a paisagem e a barragem. É preciso um compromisso. As posições extremam-se demasiado facilmente."

 Fernando Martins (arquiteto), João Santa Rita (Vice Presidente da Ordem dos Arquitetos), João Pedro Falcão de Campos (arquiteto), Manuel Aires Mateus (arquiteto), Luis Alçada Baptista (arquiteto paisagista), Luis Moreira Pinto (diretor do Departamento de Arquitetura da UBI)