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Paulo Portas diz que o CDS interrompeu o declínio

Autárquicas 2013

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A VISÃO acompanhou em direto a noite eleitoral na sede do CDS no Largo do Caldas

"O CDS ganhou esta noite cinco câmaras. É o penta do CDS, mas é sobretudo interromper um declínio, recuperar o que um dia tínhamos perdido e alargar a influência enquanto partido nacional".

Paulo Portas falava para uma sala pequena, que se encheu de gente (e bandeiras) em poucos minutos. Começou por dizer que no partido faziam uma "gestão moderada das expectativas" e que "o objetivo, humilde, era melhorar mandatos". Mas "os resultados atingiram e superaram os objetivos definidos", pelo que Portas acabou por passar rapidamente ao canto da vitória, regozijando-se pelas cinco maiorias absolutas do seu partido - Ponte de Lima, Velas, Santana, Albergaria-a-Velha e Vale de Cambra - das vitórias do independente Rui Moreira (apoiado pelo CDS, no Porto) e da das candidaturas (conjuntas, com o PSD) em Aveiro, Braga e Guarda. E foi por cerca de 160 votos que não cantou vitória também em Meda.

"Conseguimos, esta noite, voltar a ser um partido relevante a nível autárquico, cumprindo e superando os objetivos", disse Portas.

O líder do CDS falou muito para dentro: para os militantes e simpatizantes que deram as vitórias ao partido, aos cinco novos presidentes e à equipa que liderou o processo. Mas, confessando-se "preocupado com a diminuição de votos [no centro-direita] em meios urbanos" também falou para o parceiro de coligação no Governo - "onde ganhámos, ganhámos juntos e onde perdemos, perdemos juntos". Por fim, falou ainda para o futuro - "terão de contar connosco na Associação Nacional de Municípios"

"Podia dizer que subimos 500%, mas digo que esta foi apenas uma primeira recuperação". Fica o "statement".

22:42 Na sala de imprensa, aguarda-se a chegada de Paulo Portas para fazer a declaração final da noite eleitoral. Enquanto não desce do seu segundo andar, ouvem-se os comentários de... José Sócrates. 

22:17 O porta-voz do CDS, João Almeida, confirmou a vitória, com maioria absoluta, em Velas (S. Jorge, Açores) e Santana (Madeira). Com estes resultados, "a solidão autárquica do CDS terminou". 

O CDS não tinha mais do que uma única câmara (Ponte de Lima), concelho que só não envergou o símbolo do partido entre 2001 e 2005. A Ponte de Lima, juntam-se já mais duas, "podendo haver outras notícias durante a noite". 

João Almeida referia-se a Albergaria-a-Velha e a Vale de Cambra, onde os resultados são favoráveis aos centristas

20h16 - Para reagir às primeiras projeções, o CDS mandata Diogo Feio, eurodeputado centrista e - mais importantes neste caso - eleitor do Porto. Deu conta da "enorme satisfação" com que o partido está a encarar as projeções na cidade do Porto. O apoio do CDS a Rui Moreira, disse, foi uma "opção difícil" e "inédita" (no que se prende com o apoio a um candidato independente) mas foi uma opção "da qual se colhem resultados".

"Se se confirmarem as projeções, serão causa de muita satisfação" e prova de que "a qualidade política é premiada e que eleitorado demonstrou uma enorme maturidade". 

Em relação às restantes projeções, Diogo Feio considerou-os "preocupantes" para o centro-direita. Sem mais comentários. 

20h08 - Primeira manifestação de alegria, na sala de imprensa (onde começam a chegar alguns apoiantes) do Largo do Caldas: uma salva de palmas saúda (a perspectiva de) vitória de Rui Moreira, no Porto.

19:20 - As primeiras declarações públicas, no largo do caldas, foi foram cautelosas. "gestão moderada das expectativas", disse António Carlos Monteiro, lembrando que, de há oito anos para cá, o CDS "governa sozinho uma única câmara".

Antes mesmo de terem sido avançadas projecções, no CDS crê-se que a vitória é quase certa, com a duplicação do número de autarquias ganhas. A Ponte de Lima, acredita-se entre os centristas que se vai juntar Velas, nos Açores.

19H00 - Na sala de imprensa, surge o aviso: "o Secretário-Geral (António Carlos Monteiro) fala às sete. O Paulo fala mais tarde. Depois da casa dos segredos".

18H45 - O taxi chega minutos depois de ser chamado. apesar da chuva, o serviço não é excessivo. Mário Santos está com o turno da tarde. De manhã foi aos anos de um sobrinho e, com o serviço à tarde, não teve tempo de votar. Isto apesar de fazer parte de uma lista à junta de freguesia no Concelho de Almada. Votou durante muitos anos, mas agora que mudou de concelho, não conhece os candidatos e não sente o apelo das urnas.