Não há dinheiro para hotéis? Gasta-se um pouco menos e passa-se a noite numa tenda. A experiência só é válida para quem aprecia estar tu-cá-tu-lá com o ar puro, em harmonia com a Natureza. No entanto, não precisa de ser um campista encartado.

O glamping, expressão inventada para definir o conceito de camping com glamour, é um 'verbo' que se conjuga algures entre um hotel e um parque de campismo. Nestes locais, que, em Portugal, são explorados maioritariamente por estrangeiros, pode dormir-se numa yurt (tenda mongol), numa safari (ao estilo África Minha) ou numa tipi (dos índios americanos).

As paredes são de lona, sim, como uma qualquer tenda pop up, mas lá dentro há camas, mesas de cabeceira e, dependendo dos sítios, mais algumas mordomias dignas das unidades hoteleiras. Nem sempre as casas de banho são privadas, às vezes os duches tomam-se ao ar livre e acorda-se ao nascer do sol, com "despertadores" naturais... Aliás, a preocupação com o ambiente e a proximidade à Terra, desde os materiais usados na construção à poupança da água, é uma constante, nestes campismos sofisticados.

Por cá, o conceito existe, discretamente, há cinco anos. Mas agora que os hotéis se queixam de baixa ocupação, ameaça explodir. As herdades concentram-se especialmente nas zonas Centro e Sul e os hóspedes são quase sempre estrangeiros. É que os portugueses deixam a marcação de férias para o último momento e, nesta altura, os poucos glampings nacionais, onde as vagas são muito limitadas alguns têm apenas uma tenda para alugar, estão reservados por grupos de holandeses e ingleses, especialmente. Quem quiser aproveitar a experiência, terá que programá-la quanto antes.

Descubra cada um dos locais em pormenor: