A empresa Jeff Ellis and Associates, para quem Tomas Lopez trabalhava, justifica a decisão de despedir o jovem com o facto de os nadadores-salvadores não poderem ir além do perímetro da praia pelo qual são responsáveis.

Só que, neste caso, a desobediência de Lopez a essa regra pode ter salvo a vida a um homem - para já, continua internado no hospital. 

"É uma regra ridícula", vai dizendo aos vários jornalistas que, desde segunda-feira, o tentam contactar. "O que é que era suposto eu fazer? Deixar o homem afogar-se?", indignou-se, na quarta-feira à noite, num programa da CNN.

O incidente teve lugar na praia de Hallandale, no Sul da Florida. Um frequentador da praia correu a chamar Lopez para o alertar de que havia uma pessoa em dificuldades na água. Neste caso, cerca de 500 metros fora da área que o nadador-salvador devia vigiar e numa zona com avisos de que não era vigiada. Mas o jovem não hesitou e conseguiu tirar o banhista da água, com sérias dificuldades respiratórias e com uma tonalidade de pele "azul".

Uma enfermeira que estava no local prestou-lhe os primeiros socorros até chegarem os serviços de emergência.

Desde o despedimento de Lopez, vários nadadores-salvadores da zona pediram a demissão.